







Apesar das constantes mudanças de escalação impostas por Marcelo Lippi, a Itália mostrou algumas características em comum em todos os seus jogos: a marcação forte e as saídas para o contra ataque.
Dessas duas características, a que os italianos mais se utilizam para vencer é a forte marcação.
Contra a Ucrânia foi assim. Em um meio campo povoado por jogadores que defendem muito bem, a Azurra se impôs sobre os ucranianos, que pouco criavam e nada ameaçavam os italianos.
Pra usar um chavão moderno do futebol, o gol italiano saiu “naturalmente” e bem cedo. Zambrotta arrancou com a bola e chutou forte no canto de Shovkovsky:1x0.
O gol precoce e a impotência de seu time frente a marcação da Itália, fez o técnico Oleg Blokhim retirar um zagueiro (Svidersky) para a entrada de um atacante (Vorobey). Mesmo assim, as únicas chances dos ucranianos eram os chutes de longe, que pouco ameaçavam a meta de Buffon.
Na segunda etapa o jogo mudou um pouco. A Itália continuava a esperar os ex-soviéticos em seu campo, porém os ucranianos tentaram agredir mais os italianos. Aos 5, Gusin cabeceou para a belíssima defesa de Buffon. Aos 12, Gusev parou novamente nas mãos de Buffon e na sobra Kalinichenko chutou para que Zambrotta tirasse a bola em cima da linha.
Após ter 3 claras chances de empatar, a Ucrânia levou o castigo. Após escanteio, Totti colocou a bola na área e Luca Toni, desencantando, marcou 2x0, praticamente selando a vitória da Itália.
Praticamente, porque Gusin ainda colocou mais uma bola na trave de Buffon e porque Toni ainda marcou mais um, aos 24, selando a goleada e reeditando um dos jogos mais tradicionais das história das Copas: Alemanha x Itália.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


Um jogo digno de copa do mundo, um grande confronto entre dois campeões mundiais. As duas seleções tendo sobre si grandes responsabilidades. De um lado os alemães, donos da casa e jogando com o apoio da torcida tentando repetir o feito de 1974, quando também jogando em casa, derrotaram na final o time holandês, mais conhecido como “laranja mecânica”, tido por muitos como um das maiores equipes de todos os tempos. Do outro os argentinos tentando apagar a péssima impressão deixada no mundial anterior, quando a equipe foi eliminada logo na primeira fase da competição.
A partida começa com a Alemanha tentando, como nas outras partidas que disputou, impor seu ritmo de jogo, um jogo rápido pelas pontas, tentando sufocar o adversário para conseguir um gol logo no inicio. Mas ao contrario do que aconteceu anteriormente nesse mundial, os alemães estavam enfrentando um time que poderia suportar isso e alem disso, poderia anular essa estratégia. Foi o que aconteceu. Os argentinos com uma marcação muito forte no meio de campo, impedia os avanços dos comandados de Klinsmann, ficavam sem opções de jogadas quando chegavam ao meio do campo. Com isso a única chance real de gol dos alemães foi uma cabeçada de Ballack aos 16 minutos de jogo. A Argentina por sua vez, tocava bem a bola distribuindo bem suas jogadas tendo também maior posse de bola durante todo o primeiro tempo. Mas apesar de ter maior posse de bola, a equipe de Pekerman também não conseguiu criar grandes chances de gol na primeira etapa, ficando limitada a algumas jogadas de Tevez.
Na segunda etapa as equipes voltaram sem alterações e logo no primeiro ataque argentino, Riquelme bateu escanteio pela direita do ataque e o zagueiro Ayala colocou a bola nos fiundos da rede de Lehmann.
Esse gol fez com que a equipe germânica despertasse para a partida. Mesmo com uma nova postura, o time da Bavária tinha sérios problemas para atacar, já que suas jogadas pelas pontas estavam bem marcadas. Sendo assim, a primeira chance para o empate só apareceu aos 19 minutos, Ballack desperdiçou a chance. Só aos 35 minutos, em um cruzamento de Ballack, a bola foi desviada por Borowski e o artilheiro do mundial Klose não perdoou empatando a partida. foi o quinto gol de Klose nessa copa.
Na prorrogação nenhuma das equipes arriscou muito e praticamente esperaram o tempo passar para poder decidir a sorte nas cobranças de penalidades.
Nas cobranças de pênaltis Lehman pegou os pênaltis de Ayala e Cambiasso. Para a Alemanha, Neuville, Ballack, Podolski, Borowski converteram suas cobranças classificando sua seleção para as semi-finais. Os alemães esperam o vencedor do confronto entre Itália e Ucrânia.
Texto por Renato Sardim, Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.

Você pode conferir a arte de Takamura no site Caricaturas e Charges.
Pela sétima vez na história e pela segunda vez em Copas do Mundo Brasil e França se confrontariam, a seleção brasileira havia perdido uma única vez em toda história para seu rival, a derrota aconteceu em 1978 num amistoso em Paris, onde o time “canarinho” perdeu para os europeus por 1 a 0, gol marcado pelo craque Michel Platini aos 86 minutos de jogo.
Em 1986 a história foi um pouco diferente, os times se enfrentavam nas quartas-de-final da Copa do Mundo do México, a equipe dirigida por Telê Santana sofria fortes críticas por parte da imprensa nacional, que não concordava com o esquema tático adotado (como agora). Telê utilizava dois cabeças de área que tinham a função de manter a defesa protegida, os jornalistas não concordavam com isso, pois, achavam que o time brasileiro deveria ser mais ofensivo e mostrar um futebol mais bonito (como agora).
Dias antes da partida contra os franceses o treinador brasileiro relatou a imprensa que manteria o esquema, que até então, segundo Telê era muito eficaz, já que o Brasil havia passado pelas 4 primeiras partidas sem sofrer um único gol.
O jogo contra a França ocorreu no dia 21 de junho no estádio Jalisco, em Guadalajara. A seleção “canarinha” começou melhor a partida e aos 18 minutos abriu o placar com Careca (1 x 0). Após o gol o Brasil continuou mandando no jogo, porém, por uma dessas fatalidades do futebol a França empatou, após cruzamento de Rocheteau a bola desviou em Edinho e sobrou para Michel Platini que empatou o jogo (1 x 1). Assim terminou o primeiro tempo.
Na segunda etapa a equipe comandada por Telê Santa continuou melhor e pressionava o
adversário, Zico (entrou no lugar de Müller) teve a chance de desempatar num pênalti sofrido por Branco, porém, o "galinho" chutou nas mãos do goleiro Joel Bats. O segundo tempo terminou com mesmo placar que começou (1 x 1) e agora as equipes tinham a prorrogação pela frente.
Na prorrogação nada mudou e a partida foi para os pênaltis. Julio César e Sócrates desperdiçaram suas cobranças, já o francês, Bruno Bellone chutou o seu na trave, mas em uma dessas peças do destino a bola bateu nas costas do goleiro Carlos e entrou. A França conquistou a vitória no pênalti batido por Luiz Fernandez, que eliminou o Brasil da Copa (4 x 3 nos pênaltis).
Após alguns dias a FIFA divulgou um comunicado onde relatava que o árbitro romeno, Ioan Igna, havia cometido um equivoco ao validar a cobrança de Bellone, aumentando ainda mais a frustração do povo brasileiro.
Talvez o volante Patrick Vieira não tenha sido o melhor jogador durante os 90 minutos na partida de ontem entre Espanha e França, na seleção da rodada do Diletra, por exemplo, ele ficou de fora, enquanto seu companheiro Ribery conquistou a vaga na meia-direita, entretanto é dificil negar a importância que o atleta teve na vitória de sua seleção, afinal foi dele a assistência para o primeiro gol, já o segundo foi marcado pelo próprio Vieira, é em virtude disso que nós do Diletra destacamos nesse espaço o volante francês.
As polêmicas em redor de Felipão e da sua convocatória parecem afastadas, ou pelo menos submergidas, pelas quatro vitórias consecutivas da equipa na Alemanha, e o momento é de união em torno de jogadores e técnico.
Estando apenas presentes oito selecções em prova, é lícito que cada uma delas se sinta com capacidade para ir à final e ser campeã. Desta forma, também em Portugal se sonha com essa possibilidade, embora o caminho até lá ainda seja longo e árduo.
Nesta altura, a principal preocupação lusa é o facto de a equipa se ver privada do contributo dos titulares Costinha e Deco – Cristiano Ronaldo parece a caminho da recuperação - para o confronto com a Inglaterra, fruto das peripécias ocorridas na partida das oitavas com os holandeses. Esse jogo ainda domina as discussões, com fortes críticas ao excessivo rigor da arbitragem do russo Ivanov, e à falta de fair-play dos holandeses em alguns momentos da partida. 
Mas se este conturbado jogo deixou marcas físicas e disciplinares na equipa portuguesa, a verdade é que, com todo o seu dramatismo, também parece ter servido para reforçar ainda mais os laços de união entre os jogadores, entre eles e seu técnico, e entre a generalidade dos adeptos e todo o grupo. Muita gente parece agora perceber o porquê de Scolari se ter mantido fiel a determinados elementos (mesmo em menor forma), edificando um espírito de equipe fortíssimo, sem o qual não teria sido possível resistir ao enorme desgaste mental que esta partida exigiu.
Assim sendo, nem mesmo as ausências são capazes de subtrair o otimismo dos portugueses, que para além da qualidade da equipe, e de algumas das alternativas de que dispõe no banco (Petit e Simão, ambos em boa forma, serão seguramente os escolhidos), se baseiam também na história recente de confrontos com equipes inglesas – vitórias no Euro 2004, no Euro 2000, e vários sucessos a nível de clubes, como por exemplo as eliminações de Manchester United e Liverpool aos pés do Benfica na última Champions League - para acreditar na presença nas semi-finais desta Copa.
Se assim suceder, se dará provavelmente o reencontro de Scolari com o seu Brasil, e já se recorda também que, na única vez em que se enfrentaram a título oficial, a vitória sorriu a Portugal. Mas ainda é cedo para pensar nisso."
*LUIS FIALHO é português e também escreve para o blog www.vedetadabola.blogspot.com

porém, a França não demorou para empatar, 7 minutos após o primeiro gol da seleção “canarinho” o jogador francês Just Fontaine igualou o placar (1 x 1).
GOLEIRO - DIDA (BRASIL)
LATERAL-DIREITO - MIGUEL (PORTUGAL)
ZAGUEIROS - CANNAVARO (ITÁLIA) e VASCHUK (UCRÂNIA)
LATERAL-ESQUERDO - LAHM (ALEMANHA)
VOLANTES - BALLACK (ALEMANHA) e ZÉ ROBERTO (BRASIL)
MEIAS - RIBÉRRY (FRANÇA) e SCHWEINSTEIGER (ALEMANHA)
ATACANTES - RONALDO (BRASIL) e PODOLSKI (ALEMANHA)


Em um jogo com poucos momentos de emoção, a França eliminou a Espanha e irá encarar o Brasil no sábado, pelas quartas de final da COPA.
1º TEMPO
Com marcação forte no meio campo, o jogo começou muito equilibrado, com pouquíssimas jogadas ofensivas. Até os 15 primeiros minutos, os espanhóis possuíam mais de 60% da posse de bola, o que não significava superioridade na partida, já que a Espanha não criava.
A prova disso foi que a o primeiro lance de perigo do jogo foi francês. Zidane fez belo lançamento para Henry. O atacante cruzou na área, mas nem Riberry (guarde esse nome) nem Vieira (hum...guarde esse nome também) conseguiram empurrar a pelota pra dentro.
E no mais belo estilo “quem não faz toma”, os espanhóis impuseram o castigo aos franceses. Depois de um escanteio, Thuram fez pênalti em Ibañez. David Villa bateu muito bem e fez 1x0.
Apesar do gol, a equipe de Raymond Domenech soube tocar a bola e em uma tabela entre Vieira (olha ele aqui) e Riberry (opa! Também você?), esse último saiu na cara de Casillas, driblou e empatou a partida.
2º TEMPO
A segunda etapa continuou muito equilibrada e quem esperava um jogo cheio de lances perigosos viu uma grande disputa no meio campo. Conforme o tempo passava, as equipes se preocupavam mais ainda em não sofrer gols e quando parecia que isso ia acontecer, veio a virada.
Em falta, Zidane alçou a bola na área, Xabi Alonso desviou para trás e Vieira(olha ele aqui de novo!) completou para as redes.
Com isso os espanhóis se mandaram, desordenadamente, para o ataque, dando espaços. Em um desses espaços, Govou achou Zidane livre. O carequinha teve calma e talento para fechar o placar: 3x1, fazendo o que, se deus quiser, será seu último gol da carreira.
No sábado às 16h, Brasil e França se enfrentam em Frankfurt. Pode ser a chance do Brasil se vingar da final de 98 ou também a chance dos franceses repetirem o jogo de 86, e eliminar os brasileiros nas quartas de final
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica Marcel Jabbour.


A Seleção de Gana é conhecida popularmente como o Brasil da África, entretanto na partida de hoje ela demonstrou uma característica bem distante da equipe tupiniquim, à exemplo das esquadras européias os africanos usam uma defesa em linha com o intuito de colocar o adversário em empedimento.
Logo aos 2 minutos o Brasil de verdade aproveitou-se disso, Kaká fez ótimo passe para Ronaldo, que partiu em velocidade e saiu cara-a-cara com o goleiro, diante disso o atacante driblou Kingson e marcou seu terceiro gol na Copa de 2006 e o décimo-quinto na soma de todos os Mundiais, essa marca o faz passar Gerd Müller, tornando Ronaldo o maior artilheiro em Copas.
Porém, ao contrário do que se esperava o Brasil não passou a dominar o jogo, bem pelo contrário na realidade.
Isso porque Gana monopolizou a posse de bola, além disso os africanos conseguiram criar diversas chances de gol, se não fosse a falta de pontaria demonstrada hoje a equipe poderia ter complicado a situação da seleção canarinho.
Em um contra-ataque veloz, aos 29min, Amoah faz boa jogada mas finaliza mal.
Aos 34' em jogada pela direita o camisa 3 Gyan recebeu cruzamento dentro da área e quase marca.
Sete minutos depois, os ganenses tiveram sua maior chance na partida, após cobrança de escanteio o zagueiro Mensah, que estava muito próximo da meta, cabeceia, Dida faz defesa no susto com as pernas e salva os tupiniquins do empate.
Gana deixava sua defesa muito exposta, isso porque os quatro atletas de meio-de-campo avançavam para o ataque, porém o Brasil não aproveitou-se tanto quanto poderia disso, já que quando recuperava a bola e tinha a possibilidade de sair em contra-ataque, a seleção ou errava muitos passes ou sofria faltas.
O zagueiro Lucio, por incrivel que pareça, teve que dar um basta a isso, há poucos instantes do fim da etapa inicial ele avançou com a bola e fez ótimo passe para Cafu na direita, o lateral foi até o fundo e cruzou para Adriano fazer o segundo.
O camisa 7 estava visivelmente impedido na jogada, se a defesa em linha de Gana já tinha defeitos, ela tornava-se mais impotente ainda quando o bandeira não vê a irregularidade, afinal essa é sua única função.
Foi o gol de número 200 do Brasil em Copas,nenhuma outra seleção alcançou esta marca.
O segundo tempo chegou com Gilberto Silva no lugar de um lesionado Emerson, mas o Brasil continuou com os mesmos problemas, uma vez que desperdiçava ataques e entregava a esférica para os adversários com facilidade.
Não é por acaso que aos 15 minutos Parreira decidiu tirar Adriano para dar lugar a Juninho Pernambucano, a alteração também foi tática, já que o Brasil também mudou o esquema, a seleção voltou a atuar no 4-5-1.

A principio tal alteração funcionou, mas não até o final do jogo, aos 33' Gyan recebeu lançamento rasteiro nas costas de Lucio, o atleta adentrou a área e arrematou fraco, para a sorte de Dida que realizou defesa simples.
Dois minutos mais tarde o mesmo Gyan foi expulso após simular infantilmente um pênalti, com isso o Brasil encontrou menos dificuldade para trocar passes e reter a posse de bola.
Aos 37' nova substituição, Ricardinho entrou no lugar de Kaká e o atleta corinthiano soube aproveitar muito bem o tempo que teve em campo, tanto é assim que conseguiu fazer quatro passes que deixaram companheiros na cara do gol, dentre esses o do terceiro tento brasileiro.
Zé Roberto avançou em direção a defesa de Gana e recebeu lançamento aéreo, o volante deixou a bola pingar a chapelou o goleiro Kingson, sem obstáculos ele só precisou tocar a bola para as redes.
Três a zero e o placar estava selado.
Agora um dos "Brasis" ruma para a África, o outro avança para as quartas-de-final e lá eles podem encontrar a França, talvez não vá haver uma partida melhor para se vingar da final de 98, até porque se os "Bleus" forem desclassificados será a última partida de Zidane, o herói do título de 6 anos atrás, em contrapartida a equipe tupiniquim corre o risco de sofrer outra derrota para os franceses.
Análise Tática e Texto por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


Suíça e Ucrânia disputaram hoje, um lugar nas quartas-de-final da Copa do Mundo.O vencedor desse confronto pega a seleção da Itália na próxima fase do torneio. Os suíços chegaram as oitavas-de-final depois de ter ficado com a primeira colocação no Grupo G, grupo esse que tinha a França como favorita para ser a primeira colocada, graças a duas vitórias e um empate, e ainda com o interessante fato de ser a única equipe a não ter sofrido nenhum gol até agora. Já a Ucrânia, não começou bem a competição, sendo goleada pela Espanha (4 a 0) em sua estréia, mas os antigos integrantes da extinta União Soviética, responderam com um resultado idêntico diante da Arábia Saudita, antes de derrotarem a Tunísia por 1 a 0, garantindo um lugar entre as 16 seleções classificadas.
A partida não teve lances de emoção, nenhuma das equipes fez muita questão de procurar o gol durante os noventa minutos, parecia que desde o começo os jogadores estavam esperando ansiosamente as cobranças de pênaltis. O jogo foi marcado também por um menor número de jogadas violentas, com apenas um cartão amarelo para o suíço Barnetta.
A Ucrânia tentou desde o começo do jogo, pressionar a saída de bola dos suíços, mas isso não deu muito certo e os ucranianos não conseguiram fazer com que essa pressão na saída de bola se transformasse em domínio real do jogo.
Aos 13 minutos a primeira grande chance de gol do jogo foi criada em uma saída de bola errada da Ucrânia e Wicky aproveitou para chutar contra a meta do goleiro Shovkovskyi.
Depois de um tempo de bola rolando a estratégia da Ucrânia, começou dar frutos. Avançando pelos lados e trocando passes rápidos, a equipe dirigida por Oleg Blokhin conseguia avançar constantemente em velocidade, mesmo que as jogadas não terminassem em boas finalizações. As melhores chances de gol criadas, foram em jogadas de bola parada, e aos 20 minutos, Shevchenko quase marcou, depois de uma cobrança de falta pelo lado esquerdo do campo.
Com a defesa fortalecida, depois da saída do jovem Djourou, a Suíça voltou para o segundo tempo ainda sofrendo um pouco com a presença maciça da Ucrânia em sua intermediária, mas conseguia interceptar facilmente as tentativas do adversário.Com exceção das faltas e escanteios.
A Ucrânia continuava a ser a equipe mais perigosa. Aos 29min, o zagueiro Gusin quase marcou ao se antecipar aos zagueiros da Suíça e mandar a bola, de cabeça, muito próxima à trave. A partir daí, as duas equipes passaram a evitar riscos e levar o jogo para a prorrogação.
Mas nem mesmo o tempo extra fez com que as duas equipes decidissem correr riscos para buscar a vaga nas quartas sem a necessidade da disputa por pênaltis. Nos últimos 15 minutos da prorrogação, as duas equipes praticamente gastaram o tempo e evitaram jogadas que pudessem proporcionar contra-ataques vindo dos adversários empurrando assim a decisão para a disputa por penalidades.
Nos pênaltis a Ucrânia venceu por 3 a 0, e já começa a pensar no confronto das quartas-de-final, contra a tradicional seleção Azzurra, que venceu a Austrália por 1 a 0.
Texto por Renato Sardim, Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


Resumo dos 90 minutos:
O troco foi dado e de uma maneira perfeita, não poderia ser melhor para a “azzura” que estava louca para eliminar o treinador Guus Hiddink (treinador da Coréia do Sul na Copa de 2002).
A Itália esteve melhor durante todo o primeiro tempo, a equipe treinada por Marcelo Lippi criava as melhores oportunidades de gol, enquanto seu adversário, ficava girando a bola pelo meio campo sem levar nenhum perigo ao goleiro Buffon.
No segundo tempo as coisas mudaram e a Austrália começou a controlar a partida. Essa mudança ocorreu, porque, logo aos 7 minutos da segunda etapa o zagueiro italiano, Materazzi, foi expulso após cometer falta em Bresciano.
A partir de então os australianos começaram a realizar uma tímida pressão, enquanto a Itália esperava o momento de contra-atacar. E foi assim que a “azzura” marcou o gol, aos 93 minutos de jogo (acréscimos) o lateral esquerdo Grosso arrancou sozinho para o ataque, ao invadir a área ele cortou Bresciano e logo em seguida foi tentar driblar o zagueiro Neill, na jogada o zagueiro australiano e o lateral italiano se enroscaram e o juiz deu pênalti (jogada muito polêmica, mas para mim, não foi pênalti). Após muita discussão Totti bateu e classificou a Itália.
Lembramos que em 2002 Totti foi expulso no jogo contra a Coréia do Sul e a Itália foi muito prejudicada pela arbitragem neste confronto, onde o treinador da equipe asiática era Guus Hiddink (na Copa da Coréia e do Japão a Itália também enfrentou a equipe de Hiddink nas oitavas de final, porém, naquela ocasião foi derrotada por 2 a 1).
Sei que no momento a última coisa que os australianos e Hiddink querem ouvir são ditados populares, mas aqui no Brasil temos um que se encaixa perfeitamente no momento, então aí vai: quem com ferro fere, com ferro será ferido! (acho que representa o fato muito bem).
O que a Itália precisa fazer para vencer a Ucrânia?
O time italiano joga através dos lançamentos de Pirlo para Luca Toni, isso faz com que a equipe trabalhe pouco a bola no meio de campo, dificultando as ações dos meias ofensivos e fazendo com que a bola chegue meia quadrada para os atacantes (que precisam dominar a bola).
Contra a Ucrânia a seleção italiana terá mais liberdade para realizar as jogadas de meio de campo com Del Piero e Perrota, já que os ucranianos realizam uma marcação mais fraca nesse setor do campo. Porém, os laterais da “azzura” deverão ficar mais presos do que de costume, pois, a equipe dirigida por Oleg Blokhin joga no 4-3-3 explorando as laterais do campo.
Texto por Ricardo Levy, Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.




Esse Portugal x Holanda sem dúvida entrará para história dos Mundiais. Não pela beleza do espetáculo, mas pelo nervosismo. Não há exageros se dissermos que essa partida foi uma batalha.
1º TEMPO
Portugal foi melhor na partida durante boa parte da primeira etapa. Aproveitando o talento de seus jogadores de meio campo, os portugueses tocaram melhor a bola e mereceram o gol, que saiu aos 23 minutos. Em uma troca de passes pela direita, Pauleta recebeu a bola e achou Maniche dentro da área. O meia cortou um zagueiro e chutou forte para fazer 1x0.
O primeiro tempo também teve como destaque o árbitro russo, Valentin Ivanov. Ele errou em não expulsar o zagueiro Boularhouz, que deu uma entrada violenta em Cristiano Ronaldo. O jogador português tentou permanecer em campo, mas acabou sendo substituído por Simão. O juiz também prejudicou os holandeses ao não dar pênalti em Robben, que recebeu uma voadora de Nuno Valente.
Ainda na primeira etapa, Costinha, que não é o piadista, armou uma brincadeira de mau gosto para Felipão. O volante já possuía cartão amarelo e, em um lance infantil, colocou a mão na bola, sendo expulso de campo.
2º TEMPO
O segundo tempo começou com a maior chance da Holanda para empatar o jogo, após cruzamento de Robben a bola sobrou para Cocu que , posicionado na área sem marcação, mandou um petardo no travessão.
Mas o que realmente marcou essa etapa foi o caráter agressivo e brigado.
Primeiro vamos às expulsões:
Aos 17, Boularhouz(lembra dele?) deixou o braço no rosto de Figo, já tinha amarelo e...Bingo!Varmelho pro zagueirão.
Aos 33, Deco, já devidamente amarelado, retardou a reposição da Holanda e.....tchanam!Vermelho!
Talvez por inveja, seu companheiro de Barcelona, Van Bronckhorst, deu uma entrada dura em Tiago. Que surpresa....cartão vermelho!
Além das expulsões houve cabeçada de Figo em Van Bommel, empurrão de Heitinga em Petit e sete cartões amarelos e por ai vai.
No meio de tanta confusão, também houve um pouco de futebol. É claro que devido as circunstâncias de jogo, muitas vezes a tática foi deixada de lado e o que contou mesmo foi a raça.
Com a expulsão de Costinha, Felipão tirou Pauleta e colocou Petit para remontar o meio de campo. Com isso, Figo, Simão e Deco eram os responsáveis pelos ataques, na verdade contra ataques portugueses.
Já Van Basten trocou Mathijsen por Van Der Vaart, deixando sua equipe mais ofensiva no meio campo. Mesmo assim, as jogadas mais perigosas continuavam sendo criadas pelas pontas, com Robben e Van Persie. Cocu teve a chance de empatar a partida, mas o chute explodiu na trave.
Conforme as expulsões foram acontecendo e o tempo foi passando, os holandeses passaram a explorar as bolas cruzadas na área. O tipo de jogada ideal para o trombador Nilsterooy. Mas Van Basten prefiriu deixar o matador no banco e fortaleceu o ataque com Hesselink.
A substituição tardia não surtiu efeito e a batalha acabou, depois de muita catimba no melhor estilo Felipão, a partida terminou aos 51 minutos(!!!), com Portugal avançando às quartas para enfrentar a Inglaterra.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


Sven-Goran Eriksson, o treinador da Inglaterra, fez duas alterações para esse jogo, Carragher e Crouch deixaram o time e entraram Gerrard (que havia sido poupado) e Carrick.
A alteração deu esperança a muitos que acreditavam em uma melhora no futebol apresentado pelos ingleses, afinal com a ausência do grandalhão Peter Crouch era grande a chance de que o time parasse de alçar bolar a área em demasia.
No entanto, o Equador realizava uma forte marcação no campo de defesa, diminuindo os espaços que poderiam ser aproveitados pelo English Team, diante desse cenário os europeus optaram pelos lançamentos, dessa vez sem a intenção de buscar a cabeça de seu centroavante, afinal Rooney não possui estatura para isso, o objetivo era aproveitar-se da velocidade do camisa 9, frente a defesa equatoriana que jogava em linha.
Mas isso não rendeu frutos, na realidade beneficiou os sul-americanos, uma vez que os ingleses lhes devam a posse de bola com facilidade e o Equador soube fazer uso disso, não é por outro motivo que a equipe foi melhor no primeiro tempo, os jogadores souberam trocar passes e movimentar-se muito - uma de suas maiores qualidades - além disso a maior chance da etapa inicial foi do time de amarelo, aos 10 minutos John Terry errou feio ao tentar cortar um tiro de meta batido pelo goleiro Mora, a bola sobrou para Carlos Tenório que avançou para dentro da área e finalizou, para sorte da Inglaterra Ashley Cole apareceu e tirou a esférica de sua trajetória inicial - que provavelmente seria o fundo das redes.
Aos 27' o English Team teve um raro momento de criação, em jogada individual pelo flanco esquerdo, Rooney driblou o zagueiro Hurtado e tocou para Lampard que isolou a bola.
No segundo tempo, provavelmente a pedido de Eriksson, a Inglaterra passou a privilegiar mais os passes rasteiros, em função disso os europeus ganharam o domínio da partida e também conseguiram criar chances efetivas de gol.
Logo aos 30 segundo após jogada pelo meio, Gerrard recebeu um passe na direita, bem próximo a grande área, e sofreu falta, mas o árbitro não marcou.
Porém, o gol de fato não ocorreu por meio dessa troca de passes, aos 59 minutos Beckham cobrou falta e colocou a bola no canto direito do arqueiro de Equador, Mora até tocou na esférica, mas isso não a impediu de passar pela linha que demarca o gol.
Depois disso os ingleses trataram de esfriar o jogo e esperaram até o fim do tempo regulamentar.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.

Resumo dos 90 minutos:
Emocionante, essa com certeza é a palavra ideal para definir o jogo Argentina e México.
Os argentinos encontraram durante toda a partida muita dificuldade para impor o seu jogo, Riquelme, Maxi Rodriguez e Cambiasso recebiam marcações individuais dificultando a armação das jogadas ofensivas do time treinado por Pekerman.
O primeiro gol saiu logo no começo do jogo, aos 5 minutos, após cobrança de falta pelo lado direito do campo o zagueiro mexicano Rafa Márquez apareceu por trás da zaga e de cabeça abriu o placar (0 x 1).
Os argentinos não demoraram muito para empatar, para falar a verdade nossos “hermanos” precisaram de apenas 5 minutos. O gol saiu após cobrança de escanteio pelo lado direito, quando Riquelme cobrou e na dividida entre Crespo e Borquete a bola foi para a rede (1 x 1).
A partir de então, a Argentina começou a controlar a partida. A equipe de José Pekerman ficava bastante com a bola nos pés, porém, a forte marcação mexicana dificultava as ações ofensivas dos nossos vizinhos sul-americanos. A seleção do México, no entanto esperava ocasiões adequadas para armar os contra-ataques (isso raramente ocorreu pela deficiência do time em sair rápido da defesa). O jogo foi assim até o fim dos 90 minutos (alguns momentos os mexicanos estiveram melhor).
Na prorrogação finalmente os argentinos conseguiram marcar o segundo gol. Sorín virou o jogo para Maxi Rodriguez, o volante argentino dominou a bola no peito e sem deixar cair acertou um lindo chute no ângulo do goleiro Sanches (2 x 1).
Gols: Rafa Márquez (5 min); Crespo (10 min) e Maxi Rodriguez (96 min)
O que a Argentina precisa corrigir para enfrentar a Alemanha?
A seleção da Argentina encontrou muita dificuldade para superar a forte marcação do time mexicano, porém, não acredito que a Alemanha jogue do mesmo jeito que a equipe latina americana atuou. Klismann não exerce marcações individuais em seus adversários, sua equipe procura marcar por zona.
Porém, algo me chamou atenção, a fragilidade do lado direito da defesa Argentina e isso é realmente preocupante, já que o time alemão explorar muito esse lado do campo em suas jogadas ofensivas (Lahm, Ballack e Shweinsteiger).
Texto por Ricardo Levy, Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


O primeiro jogo valido pelas oitavas-de-final desse mundial, teve ninguém menos que os donos da casa jogando contra os Suecos, de muita tradição em copas. Os alemães, empurrados por sua fanática e calorosa torcida, fizeram sua melhor apresentação nessa Copa do Mundo até agora e não precisaram de muito tempo para abrir o marcador nessa partida. Em lançamento longo, escorado por Klose, o próprio Klose faz a jogada que termina com a precisa conclusão do jovem atacante Lukas Podolski.
Durante todo o primeiro tempo, o time do técnico Klinsmann, pressionou muito os suecos que não tiveram força para resistir à essa pressão. E aos 11 minutos, em outra grande jogada de Miroslav Klose, a bola novamente sobra para Podolski que não perdoa, fazendo o segundo gol para a seleção da casa.
Enquanto a equipe alemã jogava com facilidade no ataque, a Suécia teve durante toda a partida, sérios problemas no ataque. Nem Ibrahimovic, nem Larsson, que perdeu um pênalti, conseguiram criar reais chances de gol para os suecos. No pênalti perdido por Larsson pode-se dizer que o goleiro Lehman teve sua revanche frente ao atacante sueco, já que os dois jogadores se enfrentaram na final da Liga dos Campeões, e o atacante saiu vitorioso sagrando-se campeão pelo Barcelona.
Mesmo com o placar de 2 a 0, os germânicos insistiam no ataque o tempo todo, buscaram ampliar o mercados durante os noventa minutos. Bem diferente da equipe sueca, que logo após o segundo gol sofrido, aparentemente desistiu de buscar a classificação.
Como destaque nesse jogo temos que ressaltar a atuação de Lukas Podolski, autor dos dois gols da partida, mas também não podemos esquecer de Miroslav Klose, que não marcou nesse jogo, mas foi fundamental participando diretamente das duas jogadas que resultaram nos gols da seleção da Alemanha.
Com essa ótima apresentação, a Alemanha se transforma de um time mediano que sofria com a desconfiança de todos, inclusive de sua própria torcida, para um time forte candidato ao título.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour, texto por Renato Sardim.
HISTÓRICO
Quem acompanhou os três jogos que a Inglaterra realizou até agora deve ter percebido que ocentroavante Peter Crouch participou de todas as partidas do English Team, tendo começado como titular em 2 oportunidades e entrado com menos de 10 minutos de jogo na terceira, tal fato é inesperado, uma vez que, em teoria, o jogador é reserva de sua seleção.
GOLEIRO - BUFFON (ITÁLIA)
LATERAL-DIREITO - CICINHO (BRASIL)
ZAGUEIROS - AYALA (ARGENTINA) e JUAN (BRASIL)
LATERAL-ESQUERDO - LAHM (ALEMANHA)
VOLANTES - GRELLA (AUSTRÁLIA) e BALLACK (ALEMANHA)
MEIAS - BERNETTA (SUIÇA) e RONALDINHO (BRASIL)
ATACANTES - RONALDO (BRASIL) e KLOSE (ALEMANHA)
Destaque para o grande número de alemães e brasileiros na seleção. Outra curiosidade é a quantidade de jogadores com o número 13. Não. O Zagallo não faz parte da equipe do DILETRA.
E você?Concorda com essa seleção?OPINE.




Análise Tática por Ricardo Levy, Arte Gráfica e Texto por Marcel Jabbour.


Antes da realização da partida ambos os times tinham 4 pontos, enquanto a França, a outra seleção com chances de conquistar uma vaga no grupo, tinha 2, diante disso era certo que ou Coréia ou Suiça estaria na próxima fase, havia também a possibilidade das duas se classificarem.
Assim como já tinha ocorrido nos outros jogos da Copa, a Suiça se postou na defesa, minando os ataques do adversários, e procurou criar perigo através de bolas alçadas a área e contra-ataques.
A tática dos europeus deu certo, a Coréia do Sul encontrou dificuldade para levar a bola até a meta do arqueiro Zuberbühler, até porque uma das maiores virtudes dos jogadores é a velocidade e tendo o seu campo de ataque repleto de suiços, não havia chances de colocar essa característica em prática.
O jogo corria para o zero a zero, resultado que naquele momento qualificava ambos os times, até que aos 22 minutos o zagueiro Senderos aproveitou cruzamento para marcar o primeiro gol de sua seleção na partida.
Quatorze minutos depois os suiços quase marcaram o segundo, após bate e rebate na área, o atacante Yakin chutou cruzado, a bola passou rente ao poste direito.
No final do primeiro tempo a Coréia conseguiu criar, depois de um passe mal feito da defesa suiça, a bola sobrou para Chun-Soo que arrematou, o goleiro Zuberbühler espalmou para escanteio.
Além disso, há um minuto do fim da etapa regular a esféica sobrou para Park, que na pequena área, quase marcou.
Chegou o segundo tempo e em seu inicio a França fez o primeiro gol, com isso a Coréia pulava para a terceira colocação, posição que a impedia de disputar as oitavas.
Diante de tal cenário os asiáticos foram para o ataque, aos 20' Jae-Jin cabeceia forte, mas o goleiro suiço defende.
Percebendo a situação em que a partida se encontrava os europeus passaram a buscar os contra-ataques e após algumas tentativas mal-sucedidas, o centroavante Frey recebeu passe (que antes de chegar ao camisa 9 bateu em um coreano) e frente a frente com o goleiro, driblou o único obstáculo e fez o segundo tento de sua equipe, que também é o de número 117 nessa Copa do Mundo.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.

A Espanha realizou um primeiro tempo tranqüilo, provando realmente ser superior ao seu adversário. O time treinado por Luis Aragonés estava bastante modificado, para falar a verdade, estava inteiramente modificado. Foram 11 alterações e uma mudança no esquema tático que nessa partida foi o 4-3-3 (diferente das duas primeiras que a seleção atuou no 4-4-2).
Nos primeiros 45 minutos a “Fúria” não encontrou dificuldades e parecia que poderia golear seu adversário, com certa facilidade o time criava diversas situações de gol, porém, as concluía com enorme deficiência. Um fato que demonstrava a superioridade da equipe européia era a quantidade de tempo em que o time ficou com a bola, 63 % (quantidade de posse de bola).
O gol dos espanhóis saiu apenas aos 36 minutos de jogo, após cobrança de falta pela esquerda, o zagueiro Juanito subiu mais que todo mundo e de cabeça abriu o marcador (1 x 0).
Mesmo depois do gol a Espanha continuou melhor na partida, o time chegou a criar mais dois lances de perigo até o termino da primeira etapa, mas o placar continuou o mesmo e a equipe saudita também manteve-se igual em campo, ou seja, inoperante.
No segundo tempo as coisas foram um pouquinho diferentes, a proposta da equipe treinada pelo brasileiro Marcos Paquetá sempre foi a de explorar os contra-ataques, porém, na primeira etapa o time não havia conseguido realizar com eficiência tal função, mas no segundo tempo as coisas mudaram. Nosso leitor não deve pensar que a “Fúria” parou de criar lances de perigo nessa etapa de jogo, pois ela não parou. O time de Aragonés voltou pressionando o adversário, mas no segundo tempo os espanhóis permitiram com que os asiáticos explorassem o contra-ataque.
Em alguns momentos a Arábia Saudita teve chances de igualar o placar, mas isso não aconteceu e o jogo terminou mesmo no 1 a 0 para a Espanha (que com a vitória garantiu a primeira colocação no grupo com 9 pontos).
Análise Tática e Texto por Ricardo Levy, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


As duas seleções brigavam pela segunda vaga do Grupo H. Para a Ucrânia bastava um empate para que, em sua primeira participação em mundiais, o time de Shevchenko avançasse para as oitavas-de-final. Para o Tunísia apenas a vitória no jogo de hoje importava.
Durante a primeira etapa da partida as equipes pouco fizeram para conseguir o gol. Poucas jogadas foram criadas por ambas. Um primeiro tempo marcado por muitas faltas que tornavam o jogo truncado, lento e monótono, fato esse interessante já que nessa partida as duas equipes podem conseguir a tão sonhada vaga para a próxima fase da competição.
A Ucrânia, sendo teoricamente uma equipe de melhor qualidade, deveria tentar impor seu estilo de jogo sobre a equipe da Tunísia, mas isso não ocorreu. Com atuações apagadas de Kalinichenko, Rebrov e de Voronin, o principal jogador ucraniano, Shevchenko, ficou isolado e não conseguiu desenvolver seu melhor futebol.
O time da Tunísia, mesmo tendo chance de classificação, fez um péssimo primeiro tempo. A equipe jogou com o atacante Jaziri isolado entre os zagueiros ucranianos e mal chegou ao gol com real perigo. Para complicar ainda mais, no fim da primeira etapa, Jaziri foi expulso após forte entrada em Tymoschuk.
No segundo tempo, mesmo com um homem a mais, a Ucrânia não conseguiu se impor diante dos africanos e não satisfeito com o rendimento de sua equipe, o técnico Oleg Blokhin colocou, logo aos 9 minutos, o atacante Vorobey no lugar de Robrov, que continuava tendo uma atuação apagada na partida. Mesmo com as alterações, o andamento do jogo pouco se alterou até os 25 minutos quando, em pênalti duvidoso a favor da Ucrânia, o artilheiro Shevchenko marcou, colocando os ucranianos muito próximos da vaga.
Já no final do jogo Roger Lemerre, técnico da Tunísia, colocou a brasileiro naturalizado Francileudo dos Santos que havia ficado fora dos outrpos jogos por causa de uma lesão no joelho.Para a próxima fase, Espanha e Ucrânia esperam a definição do Grupo G, onde França, Coréia e Suíça tentam a classificação. A seleção de Togo, outra que está nesse grupo, já não tem chances de se classificar.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour, texto por Ranato Sardim.
FOCO EM RONALDO 


Com o time bastante alterado, o Brasil fez seu jogo mais convincente até o momento nesta Copa.
Desde o inicio o Brasil apresentou a movimentação que todos pediam. O Japão, mesmo precisando da vitória (e de um milagre), não se expôs contra os brasileiros, e rápidos como são, exploravam o contra-ataque, principalmente pela esquerda nas costas de Gilberto.
A troca de passes rápida fez o Brasil criar várias chances de gol. Ronaldo duas vezes, Robinho e Juninho Pernambucano tiveram chance de abrir o placar, mas esbarraram na boa atuação do goleiro Kawaguchi.
O Brasil já fazia sua melhor atuação na Copa, quando o futebol mostrou mais uma vez não possuir lógica alguma. Em um rápido contragolpe aos 33, Tamada abriu o placar para os japoneses.
O gol não abalou tanto os brasileiros, que continuaram a tocar a bola e buscar espaços na retranca japonesa. E foi assim que, aos 45, Ronaldinho Gaúcho achou Cicinho livre pela direita. O lateral cruzou a bola de cabeça para que Ronaldo desencantasse, de cabeça, marcando seu 13º gol em Copas, ultrapassando Pelé e empatando com Just Fontaine.
Se o empate não era o resultado mais justo pela superioridade brasileira, pelo menos a equipe de Parreira conseguiu chegar à segunda etapa com um placar mais tranqüilo, e não precisou de muito para virar o jogo. Em um belo chute de Juninho Pernambucano, o até então seguro goleiro Kawaguchi falhou e o Brasil pode comemorar: 2x1.
Não foi necessário forçar muito para que a seleção canarinho ampliasse o marcador. Ronaldinho Gaúcho fez belo lançamento para Gilberto que invadiu a área e chutou cruzado, sem chances para o goleiro japonês.
Ainda teve tempo para Ronaldo tabelar com Juan e marcar mais um. O segundo dele no jogo. O 14º em Copas, tornando o brasileiro o maior artilheiro da história dos Mundiais junto com o alemão Gerd Muller.
Vitória tranqüila, que deve ser valorizada, mas não encarada com euforia total. A evolução foi inegável, porém a fraqueza do adversário também deve ser considerada.
O QUE MELHOROU?
Devemos ter cautela ao afirmar que a entrada de 4 novos jogadores foram responsáveis pela evolução da equipe.As mudanças de Parreira foram as seguintes:
Entraram Cicinho, Gilberto, Juninho Pernambucano e Robinho para a saída de Cafu, Roberto Carlos, Emerson e Adriano.
Dessas alterações, algumas em decorrência de cartões e outras por opções táticas, a que mais alterou a forma do Brasil jogar foi a entrada de Robinho.
Mas o que também ajudou no bom jogo do Brasil, foi a boa atuação da dupla de Ronaldos. O Gaúcho foi muito bem, participou das jogadas de gol. Teve ajuda de Robinho, que ligou o ataque ao meio e também teve mais liberdade devido à fraca marcação dos japoneses.
O Ronaldo Fenômeno mostrou que ainda não deve se aposentar como muitos precipitados apontaram. Os dois gols e outras boas finalizações são a prova disso.
Análise Tática por Ricardo Levy, Arte Gráfica e Texto por Marcel Jabbour com participação de Ricardo Levy.




Resumo dos 90 minutos:
Itália e República Tcheca realizaram uma grande partida em Hamburgo, a marcação foi à característica mais marcante do espetáculo.
Os italianos abriram o placar aos 26 minutos do primeiro tempo, após cobrança de escanteio o zagueiro Materazzi (entrou no lugar de Nesta que sentiu dores na cocha direita) subiu mais que os marcadores adversários e de cabeça colocou a bola no canto direito do goleiro Petr Cech (1 x 0).
Após sofrer o gol a equipe tcheca piorou em campo, as coisas complicaram ainda mais quando o volante Polak foi expulso aos 44 minutos do primeiro tempo, depois de cometer falta em Totti.
No segundo tempo a Itália procurou manter a posse de bola enquanto seu adversário buscava encontrar um meio de marcar o gol de empate. Na tentativa de igualar o placar, o treinador Karel Brückner abriu a equipe, porém, sua tentativa foi um fracasso, pois, além de não conseguir empatar o jogo, a seleção da República Tcheca tomou o segundo gol. Aos 87 minutos os italianos montaram um rápido contra-ataque e Inzaghi não teve dificuldades para marcar o segundo gol (2 x 0).
Texto e Análise Tática por Ricardo Levy, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


O Grupo E pode ser considerado o verdadeiro grupo da morte nesse mundial. Na última rodada a ser disputada para definir os classificados às oitavas-de-final, todas as equipes ainda tinham chances reais de avançar para a próxima fase.
Para se classificar a seleção de Gana tinha que obter uma vitória na rodada final contra os Eua. Já a seleção americana precisava vencer a partida e torcer por uma vitória da Itália frente a Republica Checa.
A partida começa com pouca movimentação das equipes e com quase 15 minutos de bola rolando, nenhuma chance de gol tinha sido criada por nenhum dos times. A marcação forte dos Estados Unidos prevalece no meio de campo, fazendo com que a seleção africana fique impossibilitada de armar jogadas mais criativas e conseqüentemente chegar com mais perigo à meta do goleiro Keller. Com essa forte marcação, Bruce Arena, técnico americano, tenta impedir as rápidas saídas de Gana, comandadas por Appiah.
Aos 21 minutos, o capitão Cláudio Reyna, perde a bola em disputa com Dramani que sai na cara do gol e abre o placar. Quase no mesmo momento em que saiu o gol nessa partida, no outro jogo do grupo, a Itália também abre o marcador. Nos restante do primeiro tempo, o panorama da partida pouco se altera e quase nenhuma oportunidade é criada, pelo menos até os 42 minutos, quando Gana também erra a saída de bola e Dempsey não perdoa empatando a partida, e quando pênalti é marcado para os africanos que acaba sendo convertido por Appiah aos 47 minutos.
Por estar garantindo sua classificação, no inicio do segundo tempo, a seleção africana impõe um ritmo bastante lento à partida e o time americano mesmo sendo eliminado da competição, também não consegue oportunidades para empatar a partida. Apenas aos 10 minutos chuta-se a primeira bola no gol. Aos 20 minutos, em jogada pela esquerda de Lewis, a bola é cruzada para a área e depois de uma cabeçada, acaba batendo na trave direita da meta do goleiro Adjei de Gana. Logo em seguida, em cobrança de escanteio outra cabeçada, agora do zagueiro Onyewu, a bola passa por cima do gol. Nos 15 minutos finais de jogo, nada de perigoso e que pudesse alterar o resultado da partida aconteceu.
Com a vitória sobre os americanos e com a derrota da Republica Checa diante da Itália, Gana passa para as oitavas-de-final, juntamente com o time italiano. As duas seleções esperam a definição dos classificados do Grupo F, que tem Brasil, Croácia, Austrália e Japão.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour, texto por Renato Sardim.





ARGENTINA
Durante os 20 primeiros minutos de jogo, a Argentina jogou de forma parecida com que jogou contra a Costa do Marfim. Esperando em seu campo de ataque a Holanda, a equipe de José Pekerman não mostrou a agressividade vista contra Sérvia e Montegro, muito também por poupar vários de seus titulares. Com Burdisso e depois Coloccini jogando pela direita, a Argentina deveria sair mais pela direita. Deveria, mas não foi assim, pois Sorin, que costuma levar a Argentina a frente por aquele setor, foi poupado e em seu lugar jogou Cufré, jogador que possui características defensivas.
Nossos hermanos melhoraram depois dos 25, quando começaram a tocar mais a bola. Nas aproximações de Riquelme, Tevez e Messi nasciam as jogadas de perigo, auxiliadas pela chegada de Max Rodriguez e Cambiasso.
Assim como seu adversário o time de Pekerman realizou um segundo tempo muito discreto, criando pouco e poupando-se de mais. O único lance de perigo ocorreu aos 73 minutos, quando o corintiano Tevez driblou o volante Cocu e deu um potente chute, porém, Van der Sar realizou a defesa.
HOLANDA
Com um meio campo que deixa seu ataque órfão, a Holanda só foi melhor quando seus atacantes que jogam pelas pontas, Van Persie e Kuyt se movimentavam e conseguiam sozinhos criar algum perigo. Esse, inclusive, foi o mesmo problema da Laranja nos dois primeiros jogos: a pouca efetividade de seu meio campo. E se Van Persie e Kuyt abriam pelas pontas, deixavam isolado o artilheiro Van Nilsterooy, que mais uma vez foi pouco acionado e por isso quase não tocou na bola.
Os meio campistas da equipe de Van Basten encontraram muita dificuldade para armar as jogadas ofensivas. Isso ocorria porque os 3 meias holandeses realizavam uma marcação individual em cima dos meio campistas argentinos, ficando sem ninguém para armar as jogadas ofensivas(Cocu marcava Max; Sneijder marcava Riquelme e Van Der Vaart marcava Cambiasso).
Texto Marcel Jabbour, Análise Tática por Ricardo Levy, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


Ambas as seleções fizeram a opção de atacar por meio de lançamentos, a Costa do Marfim, há de se ressaltar, ainda criava perigo em jogadas de velocidade.
Logo aos 8 minutos a Sérvia & Montenegro marcou seu primeiro gol na Copa, o meia da Internazionale, Stankovic fez ótimo lançamento da direita para o grandalhão Zigic, que ao dominar dentro da área tirou o goleiro Barry, fazendo com que o gol ficasse livre para que marcasse.
O segundo não demorou muito, aos 19' o zagueiro marfinense Demoraud foi cortar um lançamento e falhou, com a bola livre na área o camisa 22 Ilic não teve muitas dificuldades para ampliar o placar.
Um minuto antes a Seleção de Costa de Marfim quase chegou ao empate, em jogada de velocidade Keita crucou para Dindané que arrematou, Jevric espalmou no pé de Akalé, mas o meia isolou a bola.
Posteriormente Stankovic perdeu ótima chance, Djordjevic cobrou falta e o camisa 10 cabeceou para fora.
Aos 35min os africanos diminuiram, a bola resvalou na mão de Dudic que se encontrava dentro da área, penalti marcado que Dindane cobrou duas vezes, ambas no canto direito, a primeira cobrança foi invalidade, a segunda não.
A Costa do Marfim quase empatou ainda na etapa inicial, o mesmo Dindane recebeu ótimo passe, dessa vez rasteiro, fato raro nesta partida, e chuta na direção de seu único obstáculo, o arqueiro adversário.
Há poucos lances do fim do primeiro tempo o camisa 17 Nadj, que subsituiu Kristajic no inicio do jogo, comete falta e recebe o segundo amarelo, com a expulsão os europeus voltaram bastante recuados para os próximos 45 minutos.
Depois de dez minutos jogados na etapa complementar a Costa do Marfim já tinha o domínio do jogo, tanto é assim que conseguiu criar três lances perigosos em sequência.
Kone, aos 15 minutos, recebe lançamento, mata a bola no peito e de primeira arremata contra a meta da Sérvia, a esférica passa rente ao poste, um minuto depois o zagueiro Kouassi manda um petardo da intermediaria que atinge o travessão do gol de Jevric, depois, aos 17', Dindane acerta um cabeceio, por pouco a bola não ultrapassa a linha demarcatória.
O esforço foi compensado o mesmo Dindane, após passe longo da direita, cabeceia, desta vez reto, sem chances para o camisa um adversário.
Aos 38min Dudic faz outro penalti, a bola bateu novamente no braço do zagueiro, dessa vez quem bateu foi Kalou, que entrou no lugar de Keita, o jogador marcou e garantiu a vitória de seu time.
Ao fim da partida o camisa 17 Demoraud ainda foi expulso, igualando o número de jogadores em campo de cada equipe.
A Sérvia & Montenegro conseguiu marcar na Copa, mas sofreu derrota em todas as partidas que disputou, além disso fica a humilhação de ser a seleção que participou da maior goleada desta Copa por enquanto - Argentina 6 X 0 Sérvia - isso se agrava devido a fama que a equipe européia chegou ao Mundial, a de possuir ótima defesa.
Já a Costa do Marfim termina o grupo na terceira posição e deixa a sensação em alguns torcedores que poderia ter se classificado caso estivesse em outro grupo.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.

O jogo
No primeiro tempo o time de Luis Felipe Scolari dominou a partida, utilizando jogadas rápidas e movimentação constante de seus jogadores. Em uma jogada pela esquerda, logo aos 5 minutos, Simão Sabrosa cruzou para a área e Maniche acertou um belo chute abrindo o marcador para os portugueses.
Portugal continua dominando o jogo e aos 23 minutos Rafa Márquez coloca a mão na bola dentro da área e o arbitro assinala o pênalti, convertido por Simão. Após o segundo gol sofrido, a partida fica mais nervosa já que a classificação dos mexicanos começa a ficar ameaçada.Aos 29, em escanteio cobrado pela esquerda, Fonseca sobe livre de marcação e marca para o México.
No segundo tempo, o México busca o empate para não depender do resultado da partida entre Angola e Irã. Os mexicanos tentam impor seu jogo de maneira mais incisiva enquanto os portugueses, já classificados, diminuem o ritmo. Os mexicanos perderam ótima chance de empatar a partida em um pênalti desperdiçado por Bravo que cobrou por cima da meta de Ricardo.Com a vitória, Portugal se classifica em primeiro do grupo e o México passa na segunda colocação, já que o jogo entre Angola e Irã terminou empatado. As duas equipes esperam a definição do Grupo C, que tem Argentina e Holanda já classificados, para saberem quais serão seus adversários nas oitavas-de-final.
Destaque
Mesmo com sua equipe perdendo a partida, Fonseca atacante do México, foi eleito pela Fifa, o melhor jogador da partida. Ele marcou o gol de honra dos mexicanos diante de Portugal. Ele foi o único jogador da Copa até agora, a ser eleito melhor em campo mesmo com a sua equipe sendo derrotada.
Arte Gráfica por Marcel Jabbour,texto por Renato Sardim


Mal o jogo começou, e Angola já recebeu uma notícia que lhe dava uma motivação especial. Portugal já havia marcado o 1x0 no México. Com isso, uma vitória angolana por dois gols de diferença e mais um gol de sua ex-colônia sobre os mexicanos levaria os Palancas Negras a maior glória da história do esporte do país.
Porém, não foi dessa vez que os africanos puderam sonhar tão alto. Mesmo precisando fazer marcar gols, o técnico Oliveira Gonçalves não escalou nenhum companheiro de ataque para Akwa, deixando isolado e impossibilitado de criar muito para sua seleção.
O Irã, apesar de apenas cumprir tabela, foi mais perigoso no primeiro tempo. Aos 26, Zandi cabeceia firme após a cobrança de escanteio mas a zaga angolana afastou a bola em cima da linha.
Com um festival de passes errados, as únicas chances de gol de angola foram num chute por cima do gol de Akwa e em uma finalização de Love, que entrou no lugar de Matteus machucado.
Na volta do intervalo a partida continuou sem grandes emoções, até que aos 16 ocorreu o momento de glória angolano. Em um cruzamento de Zé Calanga pela direita, Flávio apareceu sem marcação e testou bonito no contrapé do goleiro Mirzapour. O primeiro gol de Angola nas história das Copas.
Os africanos então precisariam de mais dois gols já que Portugal derrotava o México por 2x1. Porém, sem muito poder ofesivo, Angola não conseguiu pressionar os iranianos e ainda sofreram o empate aos 30 na cabeceada de Bakhtiarizadeh (8 consoantes em um só nome!)
Sem forças para reagir, os angolanos se contentaram com os dois empates e o gol marcado em sua estréia nas Copas. Para quem chegou com o status de provável saco de pancadas, esse saldo foi mais do que positivo e com certeza será comemorado pelos torcedores locais. Já o Irã decepcionou e saiu de sua terceira Copa da história sem nenhuma vitória. O último e único triunfo dos iranianos em Mundiais foi em 98, coincidentemente contra um dos maiores rivais políticos, os E.U.A., por 2x1.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica e Texto por Marcel Jabbour.



O confronto entre duas grandes equipes sempre apresenta mais chances de ser um grande espetáculo. E foi assim o duelo entre INGLATERRA x SUÉCIA.
Com a dupla Owen e Rooney atuando juntos desde o começo do jogo, os ingleses esperavam pelo “algo mais” que não foi visto nas duas primeiras partidas dos britânicos.
Porém, logo aos 3 minutos Owen se contundiu em lance isolado. Em seu lugar entrou quem?Sim!O grandalhão Peter Crouch!Se não tem talento, sorte parece não faltar para o atacante do Liverpool.
A Inglaterra, então, apresentou uma forma de jogar parecida com a das duas primeiras partidas: muitos cruzamentos e muitos chutes de fora da área.
Desde o início, o “English Team” pressionava e arriscava bons chutes de fora da área com Lampard, aniversariante do dia. A Suécia não se encontrava em campo e pouco ameaçava o gol inglês.
Sem Gerard, no banco, e com Beckham pouco inspirado, Joe Cole se mostrava como o mais perigoso jogador do inglês e foi dele o primeiro gol da partida. Após um cruzamento rebatido pela zaga sueca, Cole ajeitou no peito e chutou de primeira para marcar um golaço.
Os primeiros 15 minutos da segunda etapa foram de pressão total da equipe sueca e apresentaram um ponto fraco na quipe inglesa: as bolas cruzadas. Uma série incrível de escanteios que teve como saldo duas bolas no travessão de Melberg e Larson e um gol de Allback, escorando de cabeça no primeiro pau para marcar 1x1.
Com a vitória de Paraguai sobre Trinidad & Tobago, o empate não era mal resultado para nenhuma das equipes. Aos 25, o treinador da Inglaterra Svan Goran Erikson decidiu resguardar Rooney e em seu lugar colocou Gerard, fortalecendo o meio campo. A alteração que parecia manter o jogo na mesma toada, mas em cruzamento de Cole, o próprio Gerard conferiu de cabeça.
Quando o jogo já parecia definido, Larson, em outro cruzamento, tirou os 100% de aproveitamento dos inlgeses e deu números finais a bela partida: 2x2.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


Em tese o jogo interessava apenas a Seleção de Trinídad & Tobago, afinal a equipe poderia classificar-se caso vencesse e a Suécia perdesse, entretanto o que se viu em campo foi um Paraguai disposto a deixar a Alemanha com uma vitória.
Em função disso ambas as equipes procuraram criar chances de gol, entretanto o país da América Central, quem tinha mais interesse na partida, não demonstrou criatividade suficiente, tanto é assim que no final das contas não marcaram em nenhum dos três jogos, Trinídade obteve certo êxito nos momentos em que tinha a pretensão de anular o adversário, quando precisou sair para o jogo não demonstrou competência.
Já a seleção sul-americana criava algum perigo, principalmente em jogadas velozes envolvendo o meia Baretto e o atacante Valdez.
Sem outra alternativa o treinador de Trinídade decidiu abusar dos cruzamentos a área e foi por meio de jogadas desse estilo que o time tentou marcar.
Aos 4' o camisa 13 Glen mandou um cabeceio que Bobadilla espalmou.
Dois minutos antes Santa Cruz realizou jogada similar que Jack defendeu.
Com 21min de partida o mesmo Jack saiu da área para dominar a bola, mas perdeu a bola para Valdez, que após chapelar o goleiro perdeu o domínio da esférica.
O primeiro gol do Paraguai aconteceu três minutos depois, depois de uma cobrança de falta, Julio dos Santos resvalou na bola e o zagueiro Sancho mandou para a própria meta. Gol contra.
Outro erro de Sancho já havia custado o empate de sua equipe contra a Inglaterra, uma vez que o zagueiro não conseguiu subir para cabecear, facilitando a tarefa de Peter Crouch que marcou o tento do English Team.
E o time de Gamarra não parou por aí, aos 38', Caniza adentrou a área adversária pela ponta e após tabela recebeu a bola e fez um arremate entre a trave e Jack, gol que o árbitro anulou, se isso não houvesse ocorrido seria o tento de número 2000 em Copas do Mundo, o Paraguai que foi para a terceira rodada sem ter nada a ganhar poderia receber um presente de honra.
Aos 45min os sul-americanos quase marcam novamente, em cobrança de escanteio a bola sobra para Paredes que chuta no canto direito, porém Theobald, em cima da linha, impedi o segundo.
Na etapa complementar Trinídad foi para o tudo ou nada, naquele momento a Suécia perdia por 1 a 0, ou seja se os comandados de Leo Beernhakker vencessem estariam nas oitavas, a equipe foi melhor e criou diversas chances, mas quem marcou foi o adversário novamente.
Cuevas tabelou com Santa Cruz e ao receber a bola chutou para fazer o gol que concretizava o primeiro resultado positivo de seu time nesse Mundial de 2006.
Com o resultado o país da América Central, que antes do inicio da rodada tinha chances de qualificar-se, terminou na última colocação, já que os três pontos garantiram ao Paraguai o terceiro posto.
Análise Tática e Texto por Rakal D'Addio, Arte Gráfica Marcel Jabbour.



O que cada equipe precisa corrigir?
Hoje, o Equador novamente surpreendeu a todos, porém, desta vez os sul-americanos não conseguiram deixar uma boa impressão como anteriormente. O time treinado por Luis Suárez não conseguiu realizar uma boa partida e foi derrotado facilmente pela seleção alemã.
Os equatorianos erraram muito, principalmente na marcação que era realizada por zona. A equipe não conseguia conter os avanços do volante Ballack, que subia para ao ataque com certa facilidade (em um desses avanços o volante deu o passe para o gol de Klose). Outro erro da seleção equatoriana foi com relação à armação das jogadas ofensivas, os meias estavam atuando muito distantes dificultando a criação (a equipe necessitava realizar trocas rápidas de passes para passar pelas linhas de marcação da Alemanha).
A seleção comandada por Jürgen Klismann realizou uma ótima partida, porém, a equipe podia ter explorado mais os avanços de Lahn, que desfrutava de grande liberdade quando subia ao ataque.
Quem brilhou em campo?
Com toda certeza o grande destaque do jogo foi o volante Ballack, que realizou uma ótima partida. O jogador aproveitou a fraca marcação que sofria para auxiliar o meia Schweinsteiger na armação das jogadas pelo lado esquerdo do campo.Outro que esteve bem foi o atacante Klose, que marcou 2 gols e se isolou na artilharia do torneio com 4 gols.
Resumo dos 90 minutos:
A seleção alemã cumpriu a lição de casa e se classificou em primeiro lugar no grupo A.
A partida contra o Equador foi tranqüila, os alemães foram muito superiores aos sul-americanos e não encontraram dificuldades para conquistar os 3 pontos e o primeiro lugar do grupo.
O primeiro gol saiu logo aos 3 minutos de jogo, após bola levantada na área, o meia Schweinsteiger tocou para trás e Klose sozinho acertou um potente chute no canto direito do goleiro Mora (1 x 0).
O jogo continuou e os equatorianos mantinham a posse da bola, porém, não construíam lances que pudesse trazer problemas à equipe européia. De modo diferente comportava-se os donos da casa, que ficavam menos com a bola, mas a todo instante levavam perigo ao gol adversário.
Aos 43 minutos os alemães conseguiram chegar ao segundo gol, Ballack enfiou uma linda bola para Kolse, que não teve dificuldades para ampliar o marcador (2 x 0).
Os donos da casa voltaram para o segundo tempo e mostraram que realmente eram superiores ao adversário, logo aos 12 minutos da segunda etapa, a Alemanha montou um rápido contra-ataque onde Podolski marcou seu primeiro gol na Copa do Mundo 2006 (3 x 0).
Gols: Klose (3’ e 43 min) e Podolski (57 min)
Cartões amarelos: Valencia (51 min) e Borowski (74 min)
Cartões vermelhos: Não houveram expulsões.
Texto e Análise Tática Ricardo Levy, Arte Gráfica Marcel Jabbour.


Fim de copa para Polônia e Costa Rica. As duas equipes fizeram um jogo sem muito interesse e a vitória da equipe polonesa, à colocou na terceira posição do Grupo A.
O jogo começou tendo as duas equipes com pouca movimentação das equipes e ficou mais interessante apenas quando Wanchope sofreu falta na entrada da área, aos 24 minutos, que resultou no primeiro gol da partida, marcado por Gómez.
Depois do gol, a Polônia passou a pressionar o adversário e logos aos 31 minutos em patou a partida com Bosacki, que não perdoou a péssima saída de gol do goleiro Porras da Costa Rica.
No segundo tempo as equipes pouco produziram, poucas chances e gol foram criadas, mas em outra jogada de escanteio Bosacki fez seu segundo gol, virando a partida para a Polônia e dando números finais à partida.
A classificação do grupo terminou com a Alemaha em primeiro lugar, seguida do Equador, com a Polônia acabando a Copa na terceira colocação e a Costa Rica ficando na lanterna.
Destaque
O atacante polonês Bosacki, foi eleito pela Fifa o melhor da partida. Ele foi o autor dos dois gols que deram a vitória à seleção da Polônia.
Outro destaque desse jogo é a despedida do atacante Wanchope da seleção da Costa Rica. O atacante atuou pela seleção em 72 jogos e marcou 45 gols. O jogador jogou em 2006, seu terceiro mundial, sendo que os outros dois foram na copa da Itália em 1990, e no mundial de 2002 realizado na Coréia e no Japão.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour, texto por Renato Sardim.
Desde sua ascenção a equipe principal do Real Madrid, o meia Raúl foi alçado a condição de revelação e posteriormente estrela espanhola.
Enquanto algumas seleções, dentre elas o Brasil e Portugal, pensam em poupar jogadores, a Inglaterra confirmou que o atacante Wayne Rooney vai começar o jogo de hoje contra a Suécia na equipe titular.
GOLEIRO - CECH (REPÚBLICA TCHECA)
LATERAL-DIREITO - DE LA CRUZ (EQUADOR)
ZAGUEIROS - LÚCIO (BRASIL) e LAWRENCE (TRINIDAD & TOBAGO)
LATERAL-ESQUERDO - SORÍN (ARGENTINA)
VOLANTES - MAX RODRIGUEZ (ARGENTINA) e ZÉ ROBERTO (BRASIL)
MEIAS - FIGO (PORTUGAL) e APPIAH (GANA)
ATACANTES - MESSI (ARGENTINA) e AMOAH (GANA)
Mais uma vez deixamos claro que a seleção não é feita por unanimidades. Lúcio foi um dos mais discutidos dessa lista.
E você? Concorda com esses jogadores?
Esperamos sua opinião!


O jogo
Criou-se muita expectativa em cima do time da Espanha após a goleada aplicada na seleção ucraniana. Esperava-se que os espanhóis conseguissem outro resultado elástico diante da Tunísia sem muitos problemas, mas logo aos 8 minutos, em um contra-ataque dos africanos, o meia atacante Mnari chutou duas vezes para vencer o goleiro espanhol e abrir o placar em Stuttgart.
Após o gol, a “Fúria”tentou impor uma pressão no adversário, pressão que só teve resultado real com o gol de Raúl aos 26 minutos do segundo tempo, gol que igualou o jogo.
A partir do gol, a Espanha cresceu na partida e não demorou a virar o marcador. Com o gol de Fernando Torres, a seleção de Luis Aragonés caminhou ruma a sua segunda vitória nesse mundial e conseqüentemente conseguiu sua classificação para as oitavas-de-final, restando apenas esperar seu adversário que sairá do Grupo G. Grupo esse que tem França, Suíça, Coréia e Togo.
Na última rodada desse grupo, A Espanha joga contra a Arábia Saudita, já eliminada, e a Ucrânia joga contra a Tunísia, decidindo a segunda vaga do grupo.
Destaques
A Fifa elegeu Xabi Alonso como o melhor em campo, mas Fernando Tores, atacande espanhol foi quem se destacou mais nessa partida. O atacante da “Fúria”, teve 8 finalizações durante a partida e marcou dois gols.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour, texto por Renato Sardim


Após a humilhante derrota para a Espanha por 4 x 0, muitos deixaram de acreditar na seleção ucraniana, porém, hoje em Hamburgo, o time treinado por Oleg Blokhin demonstrou uma postura diferente a do último jogo e conseguiu golear a equipe saudita.
O primeiro gol saiu logo no começo do jogo, aos 4 minutos, após cobrança de escanteio o zagueiro Rusol subiu no meio dos zagueiros adversários e com os joelhos abriu o marcador (1 x 0).
A equipe européia prosseguiu dominando a partida e aos 36 minutos de jogo ampliou o placar com o meia Rebrov, que acertou um lindo chute de fora da área, no lance o goleiro Zaid acabou escorregando e não alcançou a bola, mas isso não diminui a beleza do gol (2 x 0).
O terceiro gol da Ucrânia foi do mais novo contratado do Chelsea, Andriy Shevchenko, que marcou de cabeça após cobrança de falta pelo lado esquerdo do campo, logo no primeiro minuto do segundo tempo(3 x 0).
E para finalizar a goleada aos 83 minutos de jogo, Kalinichenko marcou o seu, após linda jogada do ex-atacante do Milan, Shevchenco, que arrancou do meio de campo e passou para o meio campista que não teve trabalho para marcar o quarto gol ucraniano (4 x 0).
Agora a Ucrânia está com 3 pontos e depende apenas de si para classificar.
Texto Ricardo Levy, Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


Demonstrando que pretende conquistar a vaga para as oitavas de final, a Suiça bateu a já desclassificada Seleção de Togo e somou seu quarto ponto na Copa, agora os europeus enfrentam a Coréia que possui a mesma pontuação.
Os suiços, desde o início, procuraram atingir Togo pelas pontas, principalmente com os meias Wicky e Barnetta lançando.
O primeiro gol ocorreu em um cruzamento, desta vez de autoria do lateral-esquerdo Magnin, Barnetta foi o destinatário do lance e tocou para o meio da área e o camisa 9 Frei, de primeira, mandou para as redes.
No segundo tempo o treinador Jacob Kuhn, da Suiça, decidiu atuar ainda mais pelos flancos, ele tirou o atacante Gigax e promoveu a entrada de Yakin, com isso sua equipe passou a atuar no 4-5-1.
A partir disso os suiços passaram a criar mais perigo, porém os atletas não conseguiam transformar as jogadas criadas em gols.
Até que, em um contra-ataque rápido, o meia-direita Barnetta recebeu lançamento e bateu cruzado, sem defesa para o arqueiro Agassa.
A vitória dos europeus traz mais emoção ao grupo, uma vez que a partida entre Suiça e Coréia seria imperativa para a decisão dos classificados para o próximo estágio fa Copa.
Análise Tática e Texto por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


Após oito anos a França voltou a marcar um gol em Copas do Mundo, neste período a seleção européia disputou quatro partidas e não conseguiu balançar nenhuma vez as redes do adversário.
Porém, este gol não garantiu a vitória dos franceses que empataram o jogo com a Coréia do Sul pelo placar de 1 a 1. A seleção dirigida por Raymond Domenech saiu na frente logo aos 8 minutos de jogo, quando o atacante Thierry Henry recebeu lançamento de Wiltord e ficou cara a cara com o goleiro, o excelente centro-avante do Arsenal não teve dificuldades para tocar no canto esquerdo do arqueiro coreano (1 x 0).
Mas o que parecia certo foi por água a baixo, aos 80 minutos de jogo o atacante Jae-jin ajeitou de cabeça para Park, que desajeitado deu um toque na bola encobrindo o goleiro Brathez (1 x 1).
Agora, a França tem 2 pontos e precisa da vitória no próximo jogo para se classificar (Togo), já a Coréia está mais sossegada, pois, com apenas um empate garante a classificação (Suíça).
Texto Ricardo Levy, Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


O que o Brasil precisa corrigir?
A seleção brasileira realizou uma boa partida, mas uma vez não demos show, porém, conseguimos os 3 pontos e a classificação para a segunda fase da competição.
O maior erro do time brasileiro, principalmente no primeiro tempo, foi à distância entre os meias Kaká e Ronaldinho Gaúcho com os atacantes Ronaldo e Adriano (assim o quarteto ficava inoperante). As jogadas de maior perigo da seleção “canarinha” saíram de toques rápidos pelo meio entre os meias e os atacantes, mas isso aconteceu poucas vezes durante toda a partida (5 vezes durante toda a partida).
Mas uma vez os comentaristas reclamaram da falta de movimentação do time brasileiro, realmente em certos momentos do jogo faltavam opções de toque para os atletas da nossa seleção, porém, dessa vez o time se movimentou mais (certas horas de maneira errada). À vontade de se movimentar era tanta que em alguns momentos, Ronaldo e Adriano abandonaram o ataque e recuaram para o meio de campo (juntos), criando mais uma dificuldade para os armadores, que não tinham opção de toque mais à frente.
Outro erro da nossa seleção pode ser notado no segundo tempo, quando o Brasil tentou realizar a marcação sobre pressão. Nossa equipe subia com o objetivo de sufocar o adversário e recuperar imediatamente a posse de bola, porém, ficávamos expostos aos contra-ataques e em um deles quase sofremos o gol de empate.
Seremos os líderes do grupo?
As chances são grandes, já que dependemos de apenas um empate para que isso aconteça (mesmo com uma derrota poderemos ser os líderes).
Em situação completamente diferente encontra-se o Japão (nosso próximo adversário), que depende da vitória para se classificar. Os orientais possuem apenas 1 ponto, logo, a derrota os eliminaria do torneio.
O que nos interessa saber é que apenas a Austrália tem chance de nos alcançar, o time treinado por Guus Hiddink precisa ganhar da Croácia por mais de 2 gols de diferença e torcer por uma derrota do time comandado por Carlos Alberto Parreira (que possui 3 gols de saldo enquanto a Austrália não tem nenhum), assim a equipe da Oceania será a líder do grupo e o Brasil ficará em segundo (fato que dificilmente acontecerá).
Na segunda fase quem deverá ser nosso adversário?
Essa questão é difícil de responder, pois o grupo E é o mais enrolado dessa Copa do Mundo e todos ainda têm grandes chances de classificação.
A seleção dos Estados Unidos é a que parece mais distante da vaga, pois, possui apenas 1 ponto e enfrentará o bom time de Gana (3 pontos). Já o outro pega será entre Itália (4 pontos) e República Tcheca (3 pontos), quem perder deste confronto poderá ficar fora da Copa.
Então, agora que o Brasil já garantiu a vaga e praticamente o primeiro lugar devemos nos preocupar com o grupo E, escolha quem você prefere que seja nosso adversário na próxima fase e torça bastante, pois, estamos classificados para as oitavas de finais.
Resumo da partida:
O Brasil foi melhor em campo, a Austrália procurou se defender e explorar os contra-ataques. Ronaldinho Gaúcho e Kaká eram marcados individualmente o que dificultava o jogo para os armadores brasileiros.
Os gols saíram no segundo tempo, no primeiro Ronaldinho enfiou a bola para Ronaldo que tocou para Adriano fazer o gol. No segundo Fred tocou para Robinho, que chutou a bola na trave, no rebote o atacante do Lyon tocou para o gol.
Gols: Adriano (48 min) e Fred (88 min)
Cartões Amarelos: Emerton (12 min), Cafu (28 min), Ronaldo (30min), Culina (38 min) e Robinho (83 min)
Cartões Vermelhos: Não houveram expulsões
Texto por Ricardo Levy; Análise Tática por Rakal D'Addio; Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


Embora nenhuma das duas seleções tenha marcado, a partida foi muito movimentada isso porque tanto Croácia quanto Japão procuraram o ataque desde o inicio de jogo.
Os europeus baseavam suas ações ofensivas nas bolas longas, tanto cruzamentos, originados de Srna, tanto lançamentos, já a equipe de Zico procurava chegar ao gol por meio do toque de bola, entretanto ambos os times esbarravam na última linha defensiva do adversário, frustrando qualquer ambição.
A Croácia criava perigo com os chutes de fora da área provindos de Nico Kranjcar, que se deslocava constantemente da direita para o centro do campo, buscando ser mais acessível.
Aos 21 minutos a seleção teve sua principal chance de sair com a vitória, Prso sofreu penalti de Miyamoto, o camisa 2 Srna bateu no canto direito e o arqueiro japonês Kawagushi defendeu.
Percebendo-se impotente na tentativa de municiar efetivamente seu ataque, os asiáticos começaram a arriscar de fora da área, aos 29 minutos o camisa oito Osawara bateu forte para a defesa de Pletikosa, seis minutos mais tarde Nakata mandou um balaço que o camisa um croata mandou para escanteio.
Na etapa complementar cada uma das equipes tive uma chance bem claras para marcar.
A primeira foi criada pelo Japão, quando o relógio marcava 51 minutos de jogo, após uma tabela, Yanagisawa recebeu cruzamento da direita e, sem goleiro, ocamisa nove conseguiu mandar a bola para fora.
Pouco mais tarde, Prso toca para Klasnic, que, na ponta esquerda, toca rasteiro para o meio da área, o destinatario era o filho do treinador Nico Kranjcar, envolvido em uma jogada ligeiramente mais dificil que a de Yanagisawa, ele também mandou a bola para fora da meta.
A partir disso o Japão controlou o jogo, isso ocorreu até os os 75 minutos, quando talvez vencidos pelo calor os nipônicos observaram a Croácia ameaçar o gol de Kawagushi, infutiferamente, como pode-se observar no placar final.
Com o resultado as duas seleções conquistam o primeiro ponto na Copa, entretanto o zero a zero foi instatisfatório para ambos, principalmente para os comandados de Zico, uma vez que na próxima rodada enfrentam o Brasil e para se classificar precisam somar mais três pontos.
Os croatas por sua vez enfrentam a Austrália, adversário que em tese é mais fraco, o país da Oceânia pode qualificar-se com um empate, já aos europeus, só a vitória interessa.
Análise Tática e Texto por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.



A partida entre Itália e Eua marca o fim da segunda rodada do Grupo E. Os italianos buscam ficar mais próximos de sua classificação vencendo a seleção americana. Já para os Estados Unidos, essa partida é de suma importância, já que os americanos perderam seu primeiro jogo contra a República Checa.
PRIMEIRO TEMPO
Começa o primeiro tempo da partida entre Itália e Eua com as equipes brigando muito pela bola no meio de campo. Os primeiros 5 minutos de jogo são muito brigados, e muitas faltas são feitas no meio de campo deixando o jogo truncado.
Já com 10 minutos de bola rolando, a partida pouco se altera. A seleção italiana encontra dificuldades para armar suas jogadas, já que o time dos Eua tem muitos jogadores na parte central do campo, e apenas aos 14 minutos de jogo que surge a primeira oportunidade de gol da partida. Em uma cobrança de falta na entrada área a bola acaba ficado na barreira.
Aos 16, os Eua tem mais uma boa chance e abrir o placar, em um cruzamento vindo da direita, a bola sobra dentro da área, mas a finalização acaba indo por cima da meta italiana. O time americano se encontra melhor postado em campo, mas aos 21 minutos, em uma cobrança de falta, Pirlo cruza a bola para dentro da área e Gilardino desvia com a cabeça fazendo o primeiro gol da partida. A torcida italiana se anima, mas não tem muito tempo para comemorar o gol de sua seleção, já que aos 26 minutos em outra cobrança de falta, dessa vez para a equipe americana, a bola é cruzada para a área e Zaccardo desvia a bola para sua própria meta fazendo um gol contra.
Depois de tomar o gol de empate, a Azzura ainda tem De Rossi expulso, depois de uma agressão cometida contra Mc Bride. Com a expulsão de seu jogador Marcello Lippi tenta reorganizar seu meio de campo com a entrada de Gattuso no lugar de Totti.
No fim do primeiro tempo o time dos Eua ameaça um pressão contra os italianos, criando outras duas boas oportunidades de gol, sendo a principal delas, um chute de fora da área de Pablo Mastroeni, que também viria a ser expulso antes do fim da primeira etapa.
SEGUNDO TEMPO
O segundo tempo começa com as duas equipes com um jogador a menos, o que resulta em maior espaço dentro de campo.
Logo com 2 minutos Eddie Pope, dos Eua, é expulso por causa de uma forte entrada, deixando a situação do time americano bastante complicada. Com essas três expulsões, essa partida destoa do resto da copa, já que o nível de violência é bem mais elevado do que no restante da competição.
Aos 6 minutos de jogo, Pirlo bate outra falta para dentro da área e a bola é desviada pelo zagueiro Bocanegra e acaba batendo na trave. É a primeira boa chance para a equipe italiana nessa segunda etapa.
Com a vantagem de estar com um jogador a mais, o time da Itália tenta tomar o domínio das ações ofensivas.
Com 15 minutos, a Itália joga melhor, restando ao time americano tentar ameaçar os italianos com contra-ataques e bolas paradas.
Aos 22 em um chute de fora da área de Zambrotta, a Itália tem um grande chance de ampliar o marcador.
O jogo se encontra aberto nesse momento, os italianos dominam, mas os americanos começam a ameaçar de forma mais perigosa com seus contra-ataques e bolas paradas.
Nos 15 minutos finais da partida, a equipe italiana colocou uma forte pressão sob os americanos, e aos 44 minutos teve uma boa chance com Gilardino de cabeça, mas a bola acabou indo para fora.
Nos acréscimos, pressão total da Itália mas os jogadores dos Eua resistem até o fim e a partida termina empatada em 1 a 1.
Na última rodada do Grupo E, jogam Itália x Republica Checa e Eua x Gana.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


As perguntas e respostas é um dos modos divertidos que o DiLetra encontrou para narrar a partida para você.
P - Conte como foi o início do jogo.
O início?
P - Isso!
Tá. Só consigo resumir em uma palavra.
P - Qual?
Gol!
P - Ahn?!? Como assim.
Logo aos dois minutos de partida Gana marcou seu primeiro gol, o camisa 10 Appiah cruzou para dentro da área, Ujfalusi tentou cortar mas ficou a ver navios, enquanto Gyan dominou a esférica e arrematou para o fundo das redes.
P - I daí?
Bom, qualquer jogo tende a mudar após um gol, quando ele é tão repentino quanto esse de Gana a partida de certa forma não muda, porque não houve passado para ser alterado, portanto ela é o que seria mudado. Entendeu?
P - Na realidade não!
Tá. Em um zero a zero as duas equipes procurariam o gol com uma determinada intensidade, perdendo por um gol de diferença a tal equipe irá procurar marcar com outra intensidade.
Tentarei explicar na prática, Gana sentiu-se mais confortável para defender-se, enquanto a República Tcheca tinha que correr atrás do resultado.
P - Mas os tchecos não conseguiram reverter a partida.
Não. Os europeus sofreram do mesmo mal que alguns times, dentre eles a Inglaterra a Suécia, vem sofrendo nessa Copa, eles encontraram dificuldades na hora de armar jogadas efetivas para marcar, há de se ressaltar, porém, que os tchecos foram muito mais criativos que os citados.
Porque?
A equipe conseguia tocar a bola no meio, o que inviabilizou penetrações na defesa de Gana foi a ausência de mobilidade do centroavante Lokvenc, foi em função disso também que os tchecos arriscaram diversos chutes de fora da área, principalmente com Nedved e Rosicky, os mais técnicos do time.
P - Mas eles não conseguiram invadir a área dos africanos em nenhuma oportunidade?
Não é bem assim, aos 56 minutos, por exemplo, o meia-esquerda Plasil recebeu cruzamento dentro da área e mandou um chute forte em direção a meta, porém o goleiro Kingson impediu o empate ao espalmar a bola.
P - Achp que captei. Agora fale um pouco de Gana.
A equipe encontrou certa dificuldade para girar a bola no campo de ataque, em alguns momentos até conseguiu realizar a tarefa, mas em diversos outros não, a maior virtude dos africanos foi a velocidade de sua dupla de atacantes, isso porque a dupla da zaga da República Tcheca - Rozehnal e Ujfalusi - é lenta, motivo esse que fez Amoah e Gyan, principalmente o último, ganharem a maioria das disputas.
P - O Gyan era atacante?
Era não, é.
P - Mas ele não joga com a camisa 3? Quem joga com esse número no Brasil é o Lúcio e ele é zagueiro.
Isso não importa muito. Não é porque o atleta joga como atacante que ele é obrigado a escolher um determinado número, se quisesse jogar com a 17, por exemplo, ele poderia.
P - Bom, voltando. O jogo ficou nisso?
Não, a partida sofreu uma alteração aos 64 minutos.
P - Mas a situação continuou ruim para os tchecos, né?
Sim, até porque o motivo da mudança foi a expulsão de um dos seus zagueiros, o camisa 21 Ujfalusi.
O jogador cometeu penalti em Gyan, que, por sua vez, cobrou a infração na trave.
P - Nossa, achei que tivesse sido nesse momento que Gana fazia o segundo gol.
Tenha calma. Com a saída de Ujfalusi, o treinador da República Tcheca, Karel Bruckner, colocou o camisa 7 Sionko em campo, a ele coube a responsabilidade de atuar pela ala esquerda, uma vez que os europeus passaram a atuar no 3-4-2.
A tática expôs ainda mais a zaga tcheca, até porque o trio de defensores - Grygera, Rozehnal e Jankulovski - ficavam quase em linha, um prato cheio para os velozes jogadores de Gana.
P - Conta como foi o gol logo!!!!!!!
Você sabia que paciência é uma das virtudes do homem?
P - CONTA!!!!!!
Curiosamente ele não ocorreu em uma jogada em velocidade, embora Gana tenha tido pelo menos uma oportunidade no final da partida decorrente dessa característica, Gyan e Muntari tabelaram no lado direito da área, até que a bola sobrou para o camisa 11 mandar um tirombaço indefensável, nem mesmo para o arqueiro Cech que já salvado sua seleção em mais de uma oportunidade.
P - Entendi como foi a partida, me explica agora como fica o grupo.
Embolado e ele pode ficar ainda mais se os Eua vencerem a Itália.
Tanto Gana quanto República Tcheca tem 3 pontos, porém os africanos vão enfrentar um adversário, em tese, mas fácil na próxima rodada.
Os tchecos jogarão contra a Itália e precisam ganhar, ou seja a tendência é que seja uma grande partida.
Análise Tática e Texto por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


Portugal foi a sexta equipe a se classificar para as oitavas de finais dessa Copa. Sem muito brilho, mas com futebol efetivo, os portugueses se isolaram na liderança do Grupo D e mandaram Irã de volta para casa.
Assim como contra Angola, Portugal foi pra cima do adversário. Felipão mudou o meio campo de sua equipe, apostando em três campões da Europa de 2004; Petit, Tiago e Simão deram lugar à Costinha, Maniche e Deco.
Logo aos 12 minutos, Deco quase abriu o placar após um belo passe de Figo. O luso-brasileiro chutou forte para a boa defesa de Mirzapour.
Mesmo com a o meio–campo fortalecido, Portugal continuava a explorar em demasia as jogadas pelas pontas com Cristiano Ronaldo e Figo, e com uma defesa bem postada, o Irã se defendia bem e apostava no contra-ataque para surpreender os portugueses.
Na segunda etapa, o jogo permaneceu igual até que aos 17 minutos, quando em boa jogada de Figo, Deco recebeu passe do meia e acertou um belo chute de fora da área: 1x0 Portugal.
Com a derrota, os iranianos sairiam da Copa, por isso a equipe avançou e deixou espaços. Aos 36, em um rápido contragolpe, Figo escapou pela esquerda e sofreu pênalti. Com muita tranqüilidade, Cristiano Ronaldo decretou 2x0 e a classificação dos lusitanos, a primeira desde 1966, na Inglaterra.
PORTUGAL
Felipão armou uma equipe competitiva. Com bons momentos de toque de bola, a equipe chega à segunda fase do Mundial sem muito brilho, mas também sem muitos problemas. O jogo contra o México serve de teste, além de definir se os portugueses irão terminar como líderes ou não. A sorte de ter caído em um grupo fácil, pode virar já que nas oitavas, os portugueses enfrentarão Argentina, ou Holanda.
A volta de Deco melhorou a equipe, apesar de mais uma vez o artilheiro Pauleta ter sido pouco acionado. Talvez a pouca aproximação de Figo e Ronaldo junto à Pauleta seja uma das causas dos poucos gols de Portugal, frente a duas seleções consideradas fracas.
IRÃ
Nem a experiência internacional de muitos de seus jogadores fez com que a equipe do Oriente Médio surpreendesse nessa Copa. O próximo jogo contra Angola é a oportunidade dos iranianos marcarem pelo menos um ponto nesse mundial.
Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica e Texto por Marcel Jabbour.
Talvez ele não tenha tido uma atuação melhor que a de Maxi Rodriguez, ou Saviola, mesmo assim Messi merece destaque por diversas razões.

O zero a zero refletiu muito bem o que foi a partida, isso porque ambos os times demonstraram problemas na armação de jogadas ofensivas, principalmente no primeiro tempo, quando houveram apenas 5 chutes ao gol.
O México ditava o partida, ele retia a posse de bola, mais a equipe não conseguiu transformar esse domínio em chances efetivas de gol, tanto Guille Franco quanto Bravo apareceram poucas vezes na partida, para piorar ainda mais a situação nas raras vezes em que os atacantes mexicanos se mostravam presentes, não foram bem.
Aos 65 minutos, por exemplo, após uma saída de bola mal sucedida da Angola, Bravo, o autor de dois gols na de estréia do México, recebeu a esférica literalmente de presente e tendo apenas o arqueiro João Ricardo como obstáculo desperdiçou a chance de marcar o primeiro tento de seu time.
Já a Seleção de Angola apostou no contra-ataque para vencer a partida, os africanos armaram uma retranca no campo de defesa com o objetivo de roubar a bola e sair em velocidade para surpreender a zaga adversária, no entanto os únicos momentos em que a tal velocidade se mostrava presente era quando o camisa 14 Mendonça tinha a bola, faltou, porém, criatividade ao jogador, assim como faltou ao resto de sua equipe, o centroavante Akwa não teve nem a chance de imitar Blanco, uma vez que não foi municiado.
Pelo lado dos norte-americanos, é sempre curioso observar os constantes avanços de Rafa Marques, isso porque, embora atue como zagueiro, os mexicanos sentem a necessidade de contar com seu auxílio do habilidoso jogador, para que isso aconteça um atleta tem que trocar de posição com Marquez, na partida de hoje foi o lateral Mendez.
Com o resultado, as duas seleções se mantêm com chances de classificação, o México tem quatro pontos, já Angola tem um, mesmo assim a equipe comandada por La Volpe pode não passar da fase de grupos, isso porque enfrenta na próxima partida um adversário mais dificil, Portugal, se for derrotado não ocorrerá nenhum absurdo, os angolanos irão confrontar o Irã, uma vitória pode ser necessária para que o time se classifique e deixe os adversários de hoje fora da Copa.
Análise Tática e texto por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


Análise Tática por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.

Argentina:
Foi uma apresentação de gala do time sul-americano, além da equipe de José Pekerman ter marcado 6 gols (na melhor defesa das eliminatórias européias), os argentinos souberam se defender muito bem. Masquerano evitava subir ao ataque para cobrir os avanços de Sorín e o lateral direito Burdisso também ficava preso à defesa (motivo pelo qual a maioria das jogadas ofensivas do time argentino saiu pelo lado esquerdo do campo). Os volantes ajudavam na armação das jogadas e muitas vezes apareciam de surpresa na área da seleção adversária (3 gols foram marcados por volantes).

Sérvia e Montenegro:
A equipe não soube conter os avanços dos volantes argentinos e foi envolvida pelo rápido toque de bola dos sul-americanos. A defesa preocupava-se com Riquelme, Crespo e Saviola, e deixava com que os volantes da seleção Argentina (Cambiasso e Maxi Rodriguez) entrassem livres de marcação dentro da área.
Outro defeito notado foi com relação às jogadas ofensivas da equipe européia. O time treinado por Llija Petkovic não conseguia armar os contra-ataques e explorou pouco os avanços do lateral Sorín.
Gols: Maxi Rodriguez (6 min e 41 min); Cambiasso (31 min); Crespo (78 min); Tevez (84 min) e Messi (88 min).
Cartões amarelos: Koroman (7 min); Nadj (27 min); Crespo (36 min) e Krstajic (42 min)
Cartões vermelhos: Kezman (65 min).
* Após a expulsão de Kezman o treinador Argentino colocou Tevez e Messi formando o 4-3-3
Texto por Ricardo Levy, Análise Tática por Rakal D'addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.
Embora o English Team tenha vencido ontem, o técnico de Tríndad & Tobago, Leo Beenhakker, afirmou que a Inglaterra precisa melhorar se pretende continuar nas próximas fases da Copa do Mundo:


A partida
A Suécia esteve melhor durante quase toda a partida, porém, o gol saiu apenas aos 88 minutos de jogo, quando o atacante Allback, após cruzamento da direita, ajeito de cabeça para Ljungberg que conscientemente tocou, também de cabeça, no contra pé do goleiro paraguaio.
Suécia
Nível da apresentação: Boa, perfeita defensivamente, porém, precisa trabalhar melhor a bola no meio de campo (mostrou-se muito eficiente na construção de contra-ataques).
O time sueco se defendia muito bem, raramente os dois laterais subiam e a zaga ainda contava com a proteção do número 6, o volante Linderoth. Porém, ofensivamente a equipe encontrava dificuldades, além de enfrentarem um adversário que atua muito fechado, o time do treinador Lars Lagerback prendia muito a bola, facilitando a vida dos defensores paraguaios.
Paraguai
Nível da apresentação: Regular, defensivamente foi bem também, permitiu alguns contra-ataques da Suécia pelas laterais do campo, mas nada que preocupasse muito os torcedores.
O Paraguai entrou, assim como a Suécia, determinado a não sofrer gols. A equipe demonstrou um caráter bastante defensivo durante toda a partida. Os laterais se alternavam nos avanços para o ataque, deixando alguns poucos espaços na zaga (por esse motivo a Suécia conseguiu construir 6 contra-ataques durante toda a partida).
O time encontrou dificuldades para construir jogadas ofensivas, esse fato deve-se principalmente pelo modo com que a Suécia atuou defensivamente e pela falta de criatividade do meio campo sul-americano.
Texto por Ricardo Levy, Análise Táticas por Rakal D'Addio, Arte Gráfica por Marcel Jabbour.


A partida
Surpreendentemente o jogo foi muito complicado para a seleção inglesa, que encontrou muita dificuldade para superar seu adversário. O gol do time europeu saiu apenas aos 82 minutos de jogo, ou seja, faltando 8 para o final. Após cruzamento de David Beckham o atacante Peter Crouch subiu mais que o zagueiro e de cabeça abriu o placar, já o segundo gol, foi um golaço do volante Gerrard que acertou um belo chute de fora da área.
Inglaterra
Nível da apresentação: Regular. Deu para vencer, mas investiu de mais nos cruzamentos na área.
O time sofreu bastante para ganhar a partida, não que a equipe de Trinidad e Tobago tenha exercido pressão sobre o “England Team”, mas pelo fato da equipe ter encontrado muita dificuldade para abrir o placar.
A seleção comandada por Sven Goran Eriksson procurou jogar a base dos cruzamentos, que não estavam sendo muito eficazes.
Trinidad e Tobago
Nível da apresentação: Boa. Se defendeu muito bem durante quase toda a partida.
O time entrou fechado buscando o contra-ataque, parecia que conseguiria segurar o empate, mas no fim sofreu dois gols e saiu derrotado de campo. Porém, temos que ressaltar o sistema defensivo da seleção de Trinidad e Tobago, que levou 83 minutos para tomar um gol.
Texto por Ricardo Levy, análise tática por Rakal D'Addio, arte gráfica por Marcel Jabbour.

O Equador conquistou um resultado histórico hoje. A vitória de 3x0 sobre a Costa Rica fez o time sul-americano avançar pela primeira vez à segunda fase de uma Copa do Mundo.
Assim como na primeira partida contra a Polônia, os equatorianos abriram o placar no início do jogo e depois seguraram o resultado, aproveitando os contra-ataques com grande velocidade.
PRIMEIRO TEMPO
O primeiro gol veio logo aos 8 minutos. Carlos Tenório aproveitou o cruzamento vindo da direita e só teve o trabalho de desviar de cabeça, marcando seu segundo gol na competição.
A Costa Rica pouco ameaçou os equatorianos, que marcam muito bem e sabem tocar a bola. O centroavante Wanchope pouco foi acionado, diminuindo ainda mais as chances costarriquenhas na partida.
Para tentar dar mais força ofensiva à sua equipe, o técnico Alexandre Guimarães tirou o volante Fonseca para a entrada do atacante Sabório. Porém, a alteração não surtiu muito efeito, pois a bola continuou não chegando aos atacantes caribenhos.
Contente com o placar os equatorianos não se preocuparam em pressionar os adversários e o primeiro tempo acabou sem muitas emoções a mais.
SEGUNDO TEMPO
Na volta para a segunda etapa, Luis Suarez tirou o autor do gol Carlos Tenório, que era dúvida antes da partida, para a entrada do experiente Ivan Kaviedes.
A Costa Rica Voltou para o jogo tentando pressionar os sul-americanos, tentativa sem sucesso, ainda mias com segundo gol equatoriano marcado por Delgado aos 10 minutos, após a bela tabela com o lateral De La Cruz.
Com o 2x0 no placar, o Equador teve mais motivos para usar suas maiores características: marcação em cima e vigor físico para armar contra-ataques em alta velocidade. E foi no segundo minuto dos acréscimos que o Equador colocou a cereja no bolo. Em um rápido contragolpe, Kaviedes completou o cruzamento de Mendez e deu números finais a bel vitória equatoriana.
EQUADOR É SURPRESA?
Mais ou menos. O jogo de hoje foi muito parecido com o de semana passada. Talvez um pouco mais tranqüilo devido a fragilidade da Costa Rica.
Na verdade essa vitória demonstra que o Equador talvez já possa ser apontado como a terceira força da América do Sul. A segunda classificação consecutiva à uma Copa do mundo já não parece um acaso, muito menos um resultado que deve ser creditado exclusivamente à altitude de Quito.
Análise Tática por Rakal D'Addio, arte gráfica e texto por Marcel Jabbour.


GOLEIRO - DIDA (BRASIL)
LATERAL-DIREITO - GRYGERA (REPÚBLICA TCHECA)
ZAGUEIROS - LÚCIO (BRASIL) e PUYOL (ESPANHA)
LATERAL-ESQUERDO - LAHM (ALEMANHA)
VOLANTES - PIRLO (ITÁLIA) e ROSICKY (REPÚBLICA TCHECA)
MEIAS - KAKÁ (BRASIL) e CAHIL (AUSTRÁLIA)
ATACANTES - ROBBEN (HOLANDA) e KLOSE (ALEMANHA)
Gostou?Então dê sua opinião, porque o que vale é a democracia. Ou você acha que o Puyol é unanimidade???


Resumo dos 90 minutos:
O time Alemão foi melhor durante toda a partida, os poloneses entraram em campo dispostos a contra-atacar, mas raramente atingiram esse objetivo.
A Alemanha não conseguia fazer o gol, o que irritava muito sua torcida. Apenas nos acréscimos do segundo tempo o time de Jürgen Klinsmann abriu o placar. O gol foi do atacante Neuville, após cruzamento do meia Odonkor (os dois entraram no segundo tempo).
Quem brilhou em campo?
Novamente gostei muito do lateral esquerdo Lahm, que auxilio bastante o ataque e criou diversas jogadas ofensivas pelo lado esquerdo do campo, junto com o meia Schwinsteiger e o volante Ballack. Porém, as costas do lateral ficavam sempre livres, dando condições ao adversário de armar seus contra-ataques por este setor.
O volante alemão, Michael Ballack, também teve uma boa atuação, subindo por diversas vezes ao ataque. Gostaria de esclarecer ao nosso leitor, que Ballack não joga na seleção alemã como um meia armador como muitos dizem, mas sim, de volante. Por essa razão, muitas vezes você vai perceber que o jogador fica muito longe da área adversária.
O que cada equipe precisa corrigir?
Os poloneses entraram em campo dispostos a se defenderem e possivelmente contra-atacar, mas diversos fatores fizeram com que a equipe desempenhasse mal esta função. O time treinado por Pawel Janas, encontrou muita dificuldade na saída de bola, devido a marcação sobre pressão que o time alemão exercia. Isso fez com que a Polônia jogasse a base dos lançamentos, dificultando a armação dos contra-ataques.
Outro fator negativo na atuação dos poloneses foi à marcação pelo lado esquerdo do campo. A equipe se preocupou muito com os avanços de Ballack e Schweinsteiger e permitiu com que o lateral Lahm chegasse com certa facilidade à linha de fundo.
Já o time alemão, insistiu nas jogadas pelas laterais do campo. Pelo lado esquerdo a triangulação entre Ballack, Shweinsteiger e Lahm estava funcionando muito bem (3 chances de gols foram criadas por eles), porém, o lado direito do ataque encontrava maiores dificuldades, pois, Schneider muitas vezes fica isolado, já que o lateral direito, Friedrich, demorava para subir e o volante Frings recompunha a zaga quando a Alemanha estava no ataque (Klismann concertou isso quando colocou o meia Odonkor).
Essa vitória magra mostra que a Alemanha realmente não é uma forte candidata ao título?
Não, pelo contrário. O time de Klismann jogou bem e criou diversas oportunidades de gol. Acho que a equipe poderia ter tentado centralizar um pouco mais o jogo, diminuindo os ataques pelas laterais do campo.
Mas num todo, a equipe agradou e demonstrou que pode ir longe com o apoio de sua torcida.
Texto por Ricardo Levy, análise Tática por Rakal D'Addio, imagem por Marcel Jabbour.

Muitos achavam que esse seria o pior jogo da Copa. Não foi.
Claro que tecnicamente a partida não foi um primor, mas só pelos quatro gols a partida já foi melhor que os dois 0x0, Trinidad e Tobado x Suécia e França e Suíça.
O jogo teve dois tempos bem distintos. O primeiro foi comandado pela Tunísia que teve domínio no meio campo. Após criar algumas boas jogadas, o destaque da equipe Jaziri recebeu de prêmio o primeiro gol da seleção tunisiana na Copa. Na confusão na área da Arábia, a bola sobrou para o atacante que finalizou com força e fez um belo gol.
Já no segundo tempo uma mudança mudou a cara do jogo. O técnico da Tunísia, o francês Roger Lemere, tirou o volante Bouazizi que fazia boa partida, mas já tinha cartão amarelo, para a entrada de Nafti. Depois disso os tunisianos perderam controle do meio campo e a Arábia passou a dominar o jogo.
O gol veio rápido no cruzamento de Noor e na conclusão precisa de Al-Kahtani. O gol fez o brasileiro Marcos Paquetá, treinador da Arábia, por seu time para frente.
Aos 36 minutos, Paquetá retirou de campo Al-Kahtani para a entrada do melhor jogador saudita: Al-Jaber. O atacante vinha de contusão e por isso não começou jogando a partida. Parece que Jaber nem precisava de tanto. Três minutos após sua entrada, o atacante recebeu a bola e vriou a partida, 2x1.
Quando tudo parecia decidido e a Arábia conquistaria sua primeira vitória em Copas desde 94, Jaziri escapou pela direita e cruzou para o zagueiro Jaidi empatar e dar números finais ao jogo.
DESTAQUES
O placar foi muito interessante para a Ucrânia que tomou uma saraivada da Espanha. Ao empatar, nem Tunísia nem Arábia Saudita conseguiram se isolar, o que deixa a briga no grupo bem viva.
Bouazizi(voalnte) e Jarizi(atacante) foram bem pela Tunísia. Já os destaques dos árabes foram os jogadores Sulimani, e o pé quente Al-Jaber.
Al-Jaber parece realmente ter muita estrela. O experiente jogador de 33 anos já havia se aposentado da seleção, quando aceitou a proposta de voltar a ajudar a Arábia e classificar sua seleção para a 4ª Copa do Mundo consecutiva. Nessas quatro Copas, Jaber esteve presente e hoje é referência na equipe árabe. Sua moral de entrar aos 36 do segundo tempo, receber a faixa de capitão e três minutos depois fazer o gol para sua equipe, mostra isso.
Análise Tática por Rakal D'Addio, imagem e texto por Marcel Jabbour.


A goleada trouxe a Espanha um status que não possuía anteriormente, o de favorita, talvez ela o mereça, talvez não.
A equipe começou fazendo exatamente o que seu treinador, Luís Aragonés, pediu, que abusassem de jogadas pelas pontas, lá encontrava espaço em abundância, uma vez que a Ucrânia fechava seu meio e deixava as alas livres, caberia aos atacantes Voronin e Gusev, fechar tais espaços.
Já a Ucrânia se via impotente, os jogadores não conseguiam quebrar a barreira espanhola que se formava no campo de defesa, em função disso o ataque do time de Shevchenko se mostrava inofensivo, nenhum deles se convertia em perigo para o arqueiro Casillas, em sua maioria eles ocorriam através de lançamentos do meio-de-campo, que não encontravam a cabeça de nenhum ucraniano.
Graças a isso a Fúria conseguia manter a posse de bola, é verdade que seus jogadores também tinham dificuldades na criação de chances efetivas de gol, principalmente porque insistiam nas jogadas pelas pontas, entretanto os espanhois mantinham a bola no seu campo de ataque, o contrário do que a Ucrânia fazia, com isso o país situado na Península Ibérica tornava-se alvo de faltas e invariavelmente mandavam a esférica em direção ao gol, mesmo que isso não oferecesse perigo.
Em uma dessas jogadas, Marcos Senna mandou um tirombaço que o camisa 1 Shovkovskiy mandou para escanteio, na cobrança, aos 13 minutos, Xabi Alonso, no primeiro pau, desviou a bola para o fundo das redes.
Aos 17', outro gol de bola parada, o argentino naturalizado espanhol Pernía fingiu que iria cobrar falta passou pela esférica, deixando que o camisa 21 David Villa cobrasse e marcasse o segundo de sua seleção.
A Ucrânia, em raro momento, quase diminuiu aos 31 minutos, Gusev recebeu na direita de frente para a meta, mas bateu fraco, facilitando a defesa de Casillas.
12 minutos mais tarde, a Espanha realizou sua primeira jogada pelo meio, Fernando Torres saiu da área, recebeu e passou para Villa que ganhou na velocidade do zagueiro, mas chutou no meio do gol, justamente onde se encontrava o guarda-metas Shovkovskiy.
Na etapa complementar a Fúria passou a criar mais jogadas pelo meio e colheu frutos com isso.
Logo no início dos segundo tempo, aos 2' para ser mais exato, Fernando Torres recebeu no centro do campo e partiu com a bola até sofrer penalti, cobrado por Villa, que fez seu segundo tento no jogo e se igualou aos artilheiros da Copa.
No final da partida, aos 36 minutos, Puyol e Fernando Torres fizeram tabela que o próprio Torres, da entrada da área, arrematou com precisão, resultando em um gol belissímo.
A Ucrânia quase realizou seu gol de honra, a um minuto do fim do tempo oficial, Casillas saiu mal do gol objetivando dominar a bola, o atacante Voronin roubou a esférica, mas foi interceptado quando alcançava a área espanhola.
Análise Tática e texto por Rakal D'addio, imagem por Marcel Jabbour.

Ele foi responsável pelos dois primeiros gols da história da Austrália em uma Copa do Mundo e como se isso não bastasse, Tim Cahill também foi o principal motivo para que sua seleção conseguisse a virada e a posterior vitória sobre o Japão.

Resumo dos 90 minutos:
A seleção brasileira começou melhor a partida e logo aos 3 minutos criou sua primeira jogada, Roberto Carlos enfiou a bola para Zé Roberto pela lateral esquerda do campo, o volante cruzou rasteiro, mas a zaga da Croácia cortou.
O time croata passou boa parte do primeiro tempo forçando suas jogadas em cima do lateral direito Cafú, já o Brasil, buscava a penetração pelo meio com toques entre o quarteto fantástico.
O gol saiu apenas aos 43 minutos do primeiro tempo, quando Kaká se livrou da marcação e bateu com categoria no ângulo esquerdo do goleiro Pletikosa.
No segundo tempo a equipe da Croácia apresentou um futebol mais ofensivo, permitindo com que o Brasil saísse em contra-ataques rápidos. Porém, esse fator não alterou o placar, que ficou mesmo no 1 a 0 para o time do técnico Carlos Alberto Parreira.
Quem brilhou em campo?
A atuação da defesa brasileira tem que ser ressaltada, Lúcio realizou uma belíssima partida, com cortes perfeitos e auxiliando Cafú na marcação pelo lado direito do campo defensivo (o atacante Prso atuava em cima do lateral direito brasileiro).
Outro que esteve bem foi o volante Zé Roberto (principalmente no primeiro tempo), o jogador além de realizar diversos desarmes, contribuiu algumas vezes para construção de jogadas ofensivas.
Porém, a estrela maior (principalmente pelo gol) foi o meia Kaká, que só não apresentou um melhor desempenho devido a forte marcação que sofria. O meia do Milan muitas vezes encontrava dificuldades para criar as jogadas ofensivas da seleção, mas mesmo assim, conseguiu se destacar dos demais companheiros do quarteto fantástico. Kaká além de proporcionar a torcida lances encantadores (como os dois “rolinhos” que aplicou nos jogadores croatas), apresentou objetividade e muita vontade.
O que cada equipe precisa corrigir?
O Brasil demonstrou pouca movimentação por parte dos atacantes, principalmente Ronaldo, que ficou preso entre os zagueiros (quando saiu conseguiu realizar sua única finalização no jogo).
Sei que o “fenômeno” tinha que ficar mais preso enquanto Adriano se movimentava (coisa que o jogador da Inter de Milão não fez, criando um enorme distanciamento entre o ataque e a defesa), porém, Ronaldo pouco se mexeu, dificultando ainda mais a criação por parte do meio campo brasileiro.
Ao término da partida o melhor jogador em campo (eleito pela FIFA), Kaká, fez o seguinte comentário: "O Ronaldo ainda não está 100%. Um pouco mais de movimentação da parte dele seria o ideal. A vitória foi muito importante, mas faltou movimentação para criar os espaços. Precisamos de mais movimentação e criatividade”.
Já os croatas demonstraram uma forte marcação no campo defensivo, porém, poderiam ter procurado dificultar a saída de bola do time brasileiro, que conseguia levar o esférico até o meio campo com enorme tranqüilidade.
Vamos conquistar o hexa?
Temos grandes chances, mas o Brasil deve tomar cuidado. A marcação sobre os meias Kaká e Ronaldinho Gaúcho deve continuar muito forte, isso trará dificuldades para o futebol da seleção, que se mostrou extremamente dependente dos dois.
Porém, o time “canarinho” mostrou um bom futebol, superou a forte e eficiente marcação croata e provou que tem tudo para vencer seu próximo rival, a seleção da Austrália (que realiza uma marcação muito forte também).
A dica para o time brasileiro é: marquem o gol o mais rápido possível, assim, além do restante do jogo ficar teoricamente mais fácil, meu coração sofre um pouco menos.
Texto Ricardo Levy, análise tática por Rakal D'Addio e imagem por Marcel Jabbour.


PRIMEIRO TEMPO
O jogo começou com uma movimentação bastante grande das duas equipes. Tanto franceses como suíços, tentavam buscas espaços para criar as primeiras chances de gol da partida.
Com 5 minutos de jogo em uma bola cruzada na área, surge a primeira boa chance de gl da partida, desperdiçada pelo atacante do Arsenal, Thierry Henry.
Apesar de a França tentar comandar a partida, as chances não aparecem com tanta freqüência. Aos 15 minutos, o que se vê é a seleção francesa pressionando e a seleção suíça tentando de alguma forma equilibrar a partida.
Aos 23, a surge a primeira grande jogada para a Suíça. Em cobrança de falta, a bola foi cruzada na área depois da indefinição da zaga francesa, acaba batendo na trava, assuntando toda a torcida francesa.
O primeiro tempo dessa partida, apesar de ter começado com a impressão de que teria o domínio francês, teve o equilíbrio como característica marcante.
SEGUNDO TEMPO
No começo do segundo tempo os franceses buscaram o gol em uma jogada com Vieira, isso aconteceu aos 3 minutos da segunda etapa.
Aos 19 minutos , a grande chance de toda a partida, em uma jogada aérea, feita pela equipe suíça, o goleiro da França Barthez, teve que fazer grande defesa para evitar o gol suíço.
O que se viu, principalmente nesse segundo tempo, foi uma França desinteressada, e uma suíça tentando surpreender.
Na próxima rodada desse grupo a França enfrenta a Coréia e a Suiça joga contra a seleção de Togo
Análise Tática por Rakal D'Addio, imagem por Marcel Jabbou, texto por Renato Sardim

Resumo dos 90 minutos:
Neste jogo aconteceu a segunda virada na Copa da Alemanha e um dos primeiros tempos mais chatos desta edição. A seleção de Togo abriu o placar aos 30 minutos do primeiro tempo, após uma falha de marcação da equipe coreana. Na segunda etapa o zagueiro togolês, Abalo, fez falta por trás no meio campista, Park Sung, e foi expulso de campo. Na cobrança o atacante, Chun Soo, marcou o primeiro gol da Coréia do Sul nesta Copa do Mundo.
A virada do time asiático aconteceu aos 71 minutos de jogo, quando o meia Ahn acertou um belo chute de fora da área com a perna direita, decretando números finais a partida.
Quem brilhou em campo?
Gostei bastante de dois jogadores da Coréia do Sul, principalmente no segundo tempo. O número 7, Park Sung (Manchester United) demonstrou ter habilidade e competência para armar as jogadas ofensivas. Na segunda etapa o meia do Manchester ganhou um parceiro na armação das jogadas, o número 9 Ahn (Disburgo), que entrou no lugar do zagueiro Jin Kyu (a partir desta substituição a equipe passou a atuar no 4-4-2).
Os dois jogadores trabalharam muito bem a bola no segundo tempo, fazendo com o time asiático parasse de jogar através de lançamentos inúteis. Outro fator de destaque foi à utilização das laterais por parte da equipe coreana (algo que não aconteceu nos primeiros 45 minutos), os dois meias começaram a distribuir o jogo por este setor do campo fazendo com que o time atacasse com mais eficiência.
O que cada equipe precisa corrigir?
A equipe do treinador Dick Advocaat (Coréia) demonstrou certas deficiências em campo, principalmente pelo lado esquerdo de sua defesa. O ala Young Pyo sobe bastante ao ataque, porém, suas costas ficam sempre a disposição dos jogadores adversários (a maioria dos lances ofensivos da seleção de Togo aconteceram por esse lado do campo). Outro erro do time coreano foi à insistência (principalmente no primeiro tempo) nos lançamentos, que além de não levar perigo algum ao time de Togo, fazia com que a seleção da Coréia tivesse menor controle do jogo.
Já a seleção africana erra muitos passes, alguns contribuíram para a construção de contra-ataques coreanos. Falta criatividade ao meio campo togolês, que como os asiáticos realizaram muitos lançamentos durante toda partida (em um deles saiu o gol da equipe).
Porém, o time realizava uma partida regular até a expulsão do zagueiro Abalo (expulso após uma falta por trás no meia Park Sung). A partir de então o time se perdeu e sofreu a virada (com a expulsão a equipe começou a jogar no 4-4-1).
Quem deve chegar mais longe nesta Copa?
As duas equipes possuem deficiências que precisam ser concertadas, não acredito que nenhum dos dois times possa ir muito longe nesta Copa do Mundo. A Coréia independentemente da vitória, mostrou possuir uma equipe mais bem estruturada (principalmente no segundo tempo), já os togoleses, precisam sincronizar seu meio campo com o ataque, pois caso contrário, à equipe não sairá da primeira fase.
Texto Ricardo Levy
Análise Tática por Rakal D'Addio, arte por Marcel Jabbour.
Para os supersticiosos aí vai uma grande notícia, o Brasil perdeu apenas 2 vezes em estréias da Copa do Mundo. O fato ocorreu nos anos de 1930 e 1934, ou seja, nas duas primeiras edições do evento.
No Uruguai (sede da Copa de 1930) a seleção brasileira foi derrotada por 2 a 1 pela Iugoslávia, na ocasião a equipe “canarinha” jogou muito mal e não conseguiu segurar seu adversário. A outra derrota foi em 1934 na Copa do Mundo da Itália, quando o Brasil perdeu por 3 a 1 para a Espanha.
As estréias da seleção brasileira:
1930 (Uruguai) - Brasil 1 x 2 Iugoslávia
1934 (Itália) - Brasil 1 x 3 Espanha
1938 (França) - Brasil 6 x 5 Polônia
1950 (Brasil) - Brasil 4 x 0 México
1954 (Suíça) - Brasil 5 x 0 México
1958 (Suécia) - Brasil 3 x 0 Áustria
1962 (Chile) - Brasil 2 x 0 México
1966 (Inglaterra) - Brasil 2 x 0 Bulgária
1970 (México) - Brasil 4 x 1 Tchecoslováquia
1974 (Alemanha Ocidental) - Brasil 0 x 0 Iugoslávia
1978 (Argentina) - Brasil 1 x 1 Suécia
1982 (Espanha) - Brasil 2 x 1 URSS
1986 (México) - Brasil 1 x 0 Espanha
1990 (Itália) - Brasil 2 x 1 Suécia
1994 (EUA) - Brasil 2 x 0 Rússia
1998 (França) - Brasil 2 x 1 Escócia
2002 (Coréia do Sul e Japão) - Brasil 2 x 1 Turquia
Ficou muito famosa a declaração do volante Demichelis após sua ausência na lista final da Seleção Argentina.

P - Essa Copa está tendo uns jogos bem chatinhos, esse também foi?
Você quer a minha opinião?
P - Estou te perguntando não estou?
Bom, foi um jogo acima dos demais, principalmente pelo primeiro tempo.
P - Porque?
Porque, como o outro diz, foi uma partida lá e cá, ambos conseguiram criar perigo para a meta do adversário.
P - É mesmo?
Sim, a Itália primou pelo toque de bola, eles conseguiram rodar a esférica com paciência a espera do melhor momento, as aparições do volante Grosso e dos volantes Pirlo e Perrotta também assustaram o arqueiro Kingston, da Seleção de Gana, aliás a Itália realizou um lance muito bonito aos 15 minutos, quando Luca Toni recebeu lançamento, dominou a bola e mandou um chute fortissímo que se chocou contra o travessão.
P - E quanto a Gana?
As vezes soa até como um clichê, mas Gana contou com uma velocidade impressionante no na etapa inicial, dos 20 minutos aos 35 a equipe praticamente dominou as ações ofensivas e quase saiu na frente.
P - Mas e o primeiro gol, como aconteceu?
Foi fruto de uma jogada individual, Totti cobrou escanteio para Pirlo que estava postado próximo a área, o camisa 21 esbanjando técnica colocou a bola no canto esquerdo do goleiro de Gana.
P - O jogo esfriou no segundo tempo?
Esfriou e aparentemente os atletas sentiram o cansaço.
P - Mas o segundo gol ocorreu nessa etapa né?
Sim, o veloz atacante Iaquinta, que entrou no lugar de Gillardino, se antecipou ao goleiro Kingston que tentava recuperar um recuo mal feito de Kuffour, driblou o arqueiro e tocou para as redes, foi curioso porque o lance pode ser considerado uma pequena vingança do jogador italiano, uma vez que pouco antes ele havia recebido uma entrada desleal do mesmo Kuffour.
P - Então ambos os gols aconteceram em jogadas individuais?
Eu diria que sim.
P - Entendi. Acho que é só isso né?
Peraí porque você está com essa cara?
Não, não é nada, só estou pensando uma coisinha.
P - Fala!
É besteira.
P - Fala logo!!!!
Tá bom então.
O Simon é o pior juiz da história do mundo.
P - Nossa! Ele beneficiou a Itália?
Não, ele não é mau caráter, é ruim mesmo.
Texto e análise tática por Rakal D'Addio, imagem por Marcel Jabbour.


Resumo dos 90 minutos:
Na partida realizada no Arena Auf Schalke, em Gelsenkirchen, a República Tcheca derrotou os Estados Unidos por 3 a 0, e provou ser uma das grandes equipes desta competição.
O enorme atacante de 2 metrôs, Koller, abriu o placar logo no início da partida (depois deixou o campo lesionado). O jogo prosseguiu e apenas aos 36 minutos venho o segundo gol, marcado por Rosicky. O mesmo marcou o terceiro decretando a excelente vitória da Republica Tcheca, que pinta como uma das potências desta competição.
Análise Tática por Ricardo Levy e Marcel Jabbour, arte por Marcel Jabbour.

Resumo dos 90 minutos:
Na partida realizada no Fritz-Walter-Stadion, em Kaiserlautern, ocorreu a primeira virada da Copa da Alemanha e com toda certeza uma das melhores partidas, até aqui, desta edição.
A equipe treinada por Zico abriu o placar logo no primeiro tempo, após um lance muito polêmico (os jogadores australianos ficaram pedindo falta sobre o goleiro Schwarzer). Porém, a equipe do “Galinho de Quintino” não resistiu à pressão exercida pelo rival e no segundo tempo sofreu a virada. Os gols da equipe da Oceania foram marcados pelo meia Tim Cahill, o primeiro aos 84 minutos e o outro logo em seguia aos 87 minutos, e pelo atacante Aloisi nos acréscimos (os dois entraram na segunda etapa).
* O gol de Cahill foi o primeiro da Austrália em Copas do Mundo
Quem brilhou em campo?
Com toda certeza os destaques deste confronto foram o meia-atacante Cahill (autor de 2 gols) e o treinador Guus Hiddink.
Durante todo o primeiro tempo a equipe australiana manteve-se extremamente dependente do atacante Viduka, que atuava enfiado entre os 3 zagueiros japoneses. Percebendo o fato, o treinador da seleção australiana colocou o atacante Kennedy no lugar do zagueiro Moore e sacou do time o meia Bresciano para colocar o meia-atacante Cahill.
A partir de então, a equipe Australiana começou a atuar com 2 atacantes enfiados entre os zagueiros, Viduka e Kennedy perturbavam a todo instante os defensores asiáticos.
Outra arma muito utilizada no segundo tempo foi o meia Cahill, que a todo instante criava jogadas e aparecia livre para finilizar, isso fez com que o Japão ficasse perdido em campo.
O que cada equipe precisa corrigir?
Quando o time australiano ataca o lateral-esquerdo Chipperfield recompõem a zaga, formando uma defesa com 3 zagueiros. Porém, as laterais do campo ficam livres para o adversário, isso faz com que a Austrália sofra diversos contra-ataques por esse setor do campo. Tal fato piorou no segundo tempo, quando o treinador Guus Hiddink tirou de campo o zagueiro Moore.
O Japão além de possuir uma defesa pouco segura, principalmente nas bolas erguidas na área, não consegue manter uma grande eficiência nos contra-ataques (equipe perdeu diversas chances de sair em velocidade no segundo tempo). Muitas vezes os japoneses recuperavam a bola em seu campo de defesa, porém, saiam com certa lentidão para o ataque. Pode-se perceber que o time do técnico Zico gira bastante a bola, mas conclui pouco ao gol.
Quem é mais perigoso para o Brasil?
São modos diferentes de jogar, o time do treinador Zico toca bem a bola e sabe usar com eficiência as laterais do campo (com Alex e Komano), além, de construir diversas jogadas ofensivas com o meia Nakamura que provou ser um bom jogador. Deve-se tomar cuidado também com o volante Nakata que auxilia bastante o ataque.
Os australianos procuram realizar na maioria das vezes jogadas de linha de fundo, onde a bola sempre é cruzada para o atacante Viduka. Raramente a equipe faz jogadas pelo o meio (antes das substituições o time só havia realizado uma). Outro aspecto marcante e que o Brasil deve tomar muito cuidado são as faltas, o time da Oceania além de cometer muitas infrações durante o jogo, diversas vezes entra de modo violento nos atletas adversários.
Análise Tática por Ricardo Levy, arte por Marcel Jabbour.
Texto por Ricardo Levy




PRIMEIRO TEMPO
Começando de forma avassaladora, Portugal parecia que daria a primeira goleada da Copa. Logo aos 9 segundos o centroavante Pauleta perdeu grande chance de gol. Três minutos depois Figo, bem mais maduro que em 2002(Figo maduro?Meeeeeee), fez linda jogada e cruzou para Pauleta que dessa vez não desperdiçou: 1x0 Portugal.
Tudo levava a crer que nossos patrícios iriam fazer Angola se arrepender de ir para a Alemanha, mas assim como Inglaterra, Holanda e Argentina, os portugueses diminuíram o ritmo após marcar o primeiro gol. Na verdade, isso se deve muito a melhora de desempenho dos angolanos, que souberam tocar a bola a aproveitar da fragilidade da marcação do meio campo português.
Angola até ameaçou chutes a gol! Alguns deles até com perigo! Portugal também teve chances de ampliar. Cristiano Ronaldo, que apesar de ser muito folgado, joga muita bola, fez um belo primeiro tempo e mandou até bola na trave.
SEGUNDO TEMPO
O jogo continuou equilibrado como no fim do primeiro tempo. Portugal pecava pela pouca marcação no meio campo, o que foi parcialmente resolvido com a entrada de Costinha no lugar de Cristiano Ronaldo. Porém, criou-se outro problema. O ataque se enfraqueceu e Pauleta ficou mais isolado que vegetariano em rodízio de carne. Felipão ainda fez duas alterações. Maniche entrou no lugar de Petit e Hugo Viana substituiu Tiago. Portugal não foi mais ameaçado, mas também quase não ameçou, exceto em alguns chutes de gora da área.
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